DEPRESSÃO RESISTENTE AO TRATAMENTO: QUANDO ESCALAR A TERAPIA E REPENSAR O DIAGNÓSTICO
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29427Palabras clave:
Transtorno Depressivo Resistente a Tratamento. Transtorno Depressivo Maior. Antidepressivos. Transtorno Bipolar. Eletroconvulsoterapia.Resumen
A ausência de remissão após ensaios antidepressivos sucessivos é desfecho frequente no transtorno depressivo maior e costuma ser rotulada como depressão resistente ao tratamento, categoria que reúne situações clínicas heterogêneas e nem sempre equivalentes. Esta revisão narrativa crítica teve por objetivo discutir dois movimentos decisórios diante da resposta insuficiente: quando intensificar a terapêutica e quando suspeitar de diagnóstico incorreto ou incompleto. A partir de literatura recuperada em bases biomédicas e em diretrizes recentes, examinam-se os limites conceituais da resistência e os modelos de estadiamento, a necessidade de afastar a pseudorresistência decorrente de dose insuficiente, tempo inadequado e baixa adesão, e a reavaliação diagnóstica com atenção à bipolaridade não reconhecida, às comorbidades e às condições clínicas que mimetizam depressão. Propõe-se um algoritmo de decisão por cenário clínico e discutem-se as estratégias de escalonamento e as intervenções de ação rápida e somáticas, distinguindo a escetamina intranasal da cetamina racêmica intravenosa. Conclui-se que a decisão de escalar só é racional depois de reconfirmados o diagnóstico e a adequação do tratamento, ressalvadas as situações graves que exigem intervenção rápida.
Descargas
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Categorías
Licencia
Atribuição CC BY