MANEJO DA HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA NA ATENÇÃO BÁSICA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29409Palabras clave:
Hipertensão. Atenção Primária à Saúde. Pressão Arterial. Agentes Anti-hipertensivos e Gestão do Cuidado ao Paciente.Resumen
Introdução: A hipertensão arterial sistêmica foi reconhecida como uma das principais doenças crônicas não transmissíveis e representou importante fator de risco para infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral, insuficiência cardíaca, doença renal crônica e mortalidade precoce. No contexto da Atenção Básica, seu manejo foi considerado essencial por possibilitar o diagnóstico oportuno, o acompanhamento longitudinal e a implementação de estratégias de prevenção de complicações cardiovasculares. A organização do cuidado envolveu ações de promoção da saúde, rastreamento populacional, estratificação do risco cardiovascular, incentivo à adesão terapêutica e acompanhamento multiprofissional, favorecendo o controle pressórico e a redução de desfechos adversos. Além disso, intervenções voltadas à educação em saúde, mudanças no estilo de vida e uso racional de medicamentos anti-hipertensivos mostraram-se fundamentais para qualificar a assistência e ampliar a efetividade das políticas públicas destinadas ao controle da doença. Como objetivo, temos analisar, por meio de uma revisão sistemática de literatura, as principais evidências científicas acerca do manejo da hipertensão arterial sistêmica na Atenção Básica, enfatizando as estratégias de diagnóstico, tratamento, acompanhamento longitudinal e prevenção de complicações cardiovasculares. Metodologia: A revisão sistemática de literatura foi conduzida conforme as recomendações do checklist PRISMA. A busca foi realizada nas bases de dados PubMed, SciELO e Web of Science, utilizando artigos científicos publicados nos últimos 10 anos. Os descritores empregados foram: "Hipertensão", "Atenção Primária à Saúde", "Pressão Arterial", "Agentes Anti-hipertensivos" e "Gestão do Cuidado ao Paciente". Foram incluídos estudos originais, revisões e diretrizes disponíveis na íntegra, publicados em português, inglês ou espanhol e relacionados ao manejo da hipertensão na Atenção Básica. Excluíram-se estudos duplicados, publicações sem texto completo e pesquisas que abordaram exclusivamente populações hospitalares ou condições não relacionadas ao tema. Resultados: Os estudos demonstraram que o controle efetivo da hipertensão esteve associado ao acompanhamento contínuo pela equipe multiprofissional, à estratificação do risco cardiovascular, ao monitoramento regular da pressão arterial, à adesão ao tratamento farmacológico e não farmacológico e à educação em saúde. Evidenciou-se que intervenções voltadas à redução do consumo de sódio, prática regular de atividade física, controle do peso corporal, cessação do tabagismo e acompanhamento individualizado favoreceram melhores índices de controle pressórico e diminuíram a ocorrência de complicações cardiovasculares e renais. Conclusão: Concluiu-se que a Atenção Básica desempenhou papel central no manejo da hipertensão arterial sistêmica, promovendo diagnóstico precoce, acompanhamento longitudinal e intervenções preventivas capazes de reduzir morbimortalidade. A integração entre equipe multiprofissional, educação em saúde, monitoramento contínuo e adesão terapêutica fortaleceu a qualidade da assistência e contribuiu para melhores desfechos clínicos e maior efetividade do cuidado em saúde.
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