VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA: A CULTURA DE SUA NORMATIZAÇÃO E SEUS IMPACTOS JURÍDICOS-SOCIAIS DENTRO DO ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO

Autores/as

  • Maria Thaianne Pereira da Silva Centro Universitário Inta - UNINTA
  • Helaine Magalhães Medeiros Ibiapina Universidad Museo Social Argentino
  • Wládia Fernandes Da Rocha Solano
  • Ana Thaís Rocha Soares  Universitário INTA (UNINTA)
  • Thays do Nascimento Fialho Centro Universitário Inta - UNINTA
  • Iana Maria Ferreira Quariguasi Aragão MUST University

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29402

Palabras clave:

violência obstétrica. cultura da normatização. violência de gênero. estado democrático de direito. dignidade da pessoa humana.

Resumen

Resumo: O presente artigo realizará análise dos fatores que envolvem e caracterizam a violência obstétrica no Brasil, principalmente no que tange sua cultura que a normatizou no meio social, realizando a investigação aprofundada de seus impactos jurídicos-sociais nos fundamentos dentro do Estado Democrático de Direito. O escopo partirá da premissa de que, a violência obstétrica é fruto não só de um ato isolado, mas sim, da continuação de uma violência de gênero que é datada historicamente, enraizada sob fundamentos patriarcais. Historicamente, sempre existiu o pensamento de que a mulher, detinha o papel de procriação e de trabalho doméstico, a retirando de papéis importantes na sociedade e dentro de seu próprio lar. O trabalho sustenta a tese de que a violência foi normatizada pela práxis médica tecnocrática (FOUCAULT, 1979). O objetivo é realizar a demonstração de como essa cultura da normatização corrói e corrobora para a desconstitucionalização e violação de garantias primordiais da mulher, como a dignidade da pessoa humana. Mesmo após avanços legislativos, como a Lei Maria da Penha e protocolos criados na esfera cível, como a responsabilização dos profissionais de saúde que cometem esses atos, a falta de tipificação penal e a cultura da normatização atrapalham na erradicação da violência obstétrica. Dessa forma, espera-se demonstrar que a normatização dessa violência que anda lado a lado com a violência de gênero, contamina todo o sistema judiciário, ao passo que perpetua a impunidade desses atos lesivos a mulher parturiente.

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Biografía del autor/a

Maria Thaianne Pereira da Silva, Centro Universitário Inta - UNINTA

Autora. Graduanda em Direito - Centro Universitário Inta - UNINTA.

Helaine Magalhães Medeiros Ibiapina, Universidad Museo Social Argentino

Coautora. Doutoranda em Ciências Jurídicas - Universidad Museo Social Argentino.

Wládia Fernandes Da Rocha Solano

Coautora. Mestra em Administração.

Ana Thaís Rocha Soares , Universitário INTA (UNINTA)

Coautora. Professora do Centro Universitário INTA (UNINTA).

Thays do Nascimento Fialho, Centro Universitário Inta - UNINTA

Coautora. Graduanda em Direito - Centro Universitário Inta - UNINTA.

Iana Maria Ferreira Quariguasi Aragão, MUST University

Mestranda em Ciências Jurídicas pela MUST University- Florida/ EUA.

Publicado

2026-08-12

Cómo citar

Silva, M. T. P. da, Ibiapina, H. M. M., Solano, W. F. D. R., Soares , A. T. R., Fialho, T. do N., & Aragão, I. M. F. Q. (2026). VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA: A CULTURA DE SUA NORMATIZAÇÃO E SEUS IMPACTOS JURÍDICOS-SOCIAIS DENTRO DO ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO. Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 12(8), 1–12. https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29402