PERFIL DE DETECÇÃO INICIAL DE CÂNCER DE MAMA POR MÉTODO DE DIAGNÓSTICO E COBERTURA MAMOGRÁFICA NO ESTADO DO PARANÁ E NO BRASIL (2020 A 2024): UMA ANÁLISE A PARTIR DE DADOS DO SISCAN
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29270Palabras clave:
Neoplasia de mama. Mamografia. Detecção precoce de câncer.Resumen
O estudo analisou o perfil de detecção inicial do câncer de mama no Brasil e no estado do Paraná entre 2020 e 2024, utilizando dados do SISCAN para avaliar a relação entre cobertura mamográfica e forma de diagnóstico. Foram incluídas mulheres de 40 a 74 anos, com análise das proporções de mamografias realizadas e dos casos de lesão neoplásica maligna detectados por exame clínico (lesão palpável) ou por imagem (lesão não palpável). Os resultados mostraram que o Paraná apresentou cobertura mamográfica superior à brasileira em todas as faixas etárias, superando a cobertura nacional em 57% (média entre 2020 à 2024). As faixas de 40 a 44 anos e 70 a 74 anos tiveram as menores taxas de rastreamento em ambos os cenários. Quanto à forma de detecção, no Brasil predominou o diagnóstico clínico, indicando maior proporção de tumores palpáveis e possivelmente mais avançados, enquanto no Paraná prevaleceram diagnósticos por imagem, sugerindo maior efetividade na detecção precoce. Observou-se ainda, o impacto da pandemia de COVID-19 na redução temporária das detecções no Paraná entre 2021 e 2022, seguido de recuperação posterior. Conclui-se que ampliar a cobertura mamográfica, especialmente nas faixas etárias extremas, e fortalecer a linha de cuidado são medidas essenciais para aprimorar a detecção precoce do câncer de mama no país e no estado.
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