A SITUAÇÃO ATUAL DO ESTUDO DE CARDIOPATIAS FETAIS PELO EXAME DE IMAGENS: UMA REVISÃO NARRATIVA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i6.27978Palabras clave:
Cardiopatias congênitas. Coração fetal. Ecocardiografia fetal. Ressonância magnética cardíaca fetal.Resumen
As doenças cardíacas congênitas (DCC) se constituem como um desafio crítico à saúde pública brasileira, consolidando-se como a principal causa de óbito por anomalias congênitas no primeiro ano de vida. Diante desse cenário, esta revisão investiga como os avanços nos métodos de imagem estão redefinindo o diagnóstico pré-natal e o manejo clínico dessas patologias. Para tanto, foi realizado busca no PubMed com descritores sobre cardiopatias congênitas e imagem fetal, sem limite de tempo e com filtro para textos gratuitos. Foi incluído artigos em inglês, relevantes ao tema e sobre diagnóstico e tecnologias e excluíram duplicados ou irrelevantes. Ao final, 9 estudos foram analisados. Observa-se que, embora a ecocardiografia fetal seja padrão-ouro, ela encontra limitações importantes no biotipo materno e na janela acústica. Nesse sentido, os dados analisados reforçam o papel da ressonância magnética cardíaca (RMC) como um recurso complementar, especialmente para a precisão volumétrica e a avaliação detalhada do arco aórtico. A literatura demonstra que o diagnóstico das DCC atravessa uma transição fundamental: deixa de ser puramente anatômico para se tornar uma avaliação hemodinâmica de precisão, impulsionada pelo uso do 4D Flow, inteligência artificial e navegação inteligente. Por fim, os achados confirmam que o futuro da cardiologia fetal depende da convergência entre tecnologia avançada e cuidado interdisciplinar, evidenciando que a padronização de protocolos é o passo necessário para converter esse potencial tecnológico em benefícios reais no desfecho neonatal.
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