ANÁLISE CLÍNICA DAS LESÕES MENISCAIS: UM ESTUDO RETROSPECTIVO
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i5.26728Palabras clave:
Lesoes meniscais. Epidemiologia. Diagnostico clinico. Ressonancia magnética. Reabilitacao. Fisioterapia.Resumen
Introdução: As lesões meniscais representam um dos acometimentos ortopédicos mais frequentes da articulação do joelho, afetando tanto indivíduos jovens e fisicamente ativos, especialmente atletas, quanto pacientes idosos, em decorrência de processos degenerativos. Essas lesões podem comprometer significativamente a funcionalidade, provocar dor, limitação de movimento e impactar diretamente a qualidade de vida, tornando essencial o diagnóstico precoce e a definição de condutas terapêuticas adequadas. Objetivo: Analisar a literatura científica acerca do diagnóstico das lesões meniscais, suas características epidemiológicas, padrões de acometimento e principais condutas terapêuticas adotadas na prática clínica. Método: Trata-se de uma revisão de literatura realizada entre fevereiro e março de 2026, por meio de buscas nas bases de dados BVS, LILACS, SciELO e PubMed/MEDLINE, utilizando descritores relacionados à epidemiologia, lesões, manifestações clínicas, meniscos e reabilitação. Inicialmente, foram identificados 179 estudos, sendo selecionados oito artigos após aplicação dos critérios de inclusão e exclusão. Os dados foram analisados de forma descritiva, crítica e qualitativa. Resultados: A análise dos oito estudos selecionados demonstrou que as lesões meniscais apresentam maior incidência em indivíduos jovens, fisicamente ativos e atletas, geralmente relacionadas a mecanismos traumáticos envolvendo movimentos de rotação, impacto e mudanças bruscas de direção, enquanto em pacientes mais idosos predominam lesões de caráter degenerativo associadas ao envelhecimento articular. Os estudos também evidenciaram que a ressonância magnética apresenta alta precisão diagnóstica, principalmente quando associada à avaliação clínica. Em relação às condutas terapêuticas, observou-se predominância de abordagens conservadoras como primeira linha de tratamento, com destaque para a fisioterapia e exercícios terapêuticos, além de uma tendência crescente à preservação do tecido meniscal por meio de técnicas de reparo, as quais apresentaram melhores desfechos funcionais e menor risco de degeneração articular a longo prazo. Conclusão: Os resultados demonstraram que as lesões meniscais apresentam elevada relevância clínica, com diferentes perfis de acometimento conforme idade e nível de atividade física. A associação entre avaliação clínica e exames de imagem, especialmente a ressonância magnética, mostrou-se fundamental para maior precisão diagnóstica. Além disso, observou-se tendência crescente à adoção de tratamentos conservadores e técnicas de preservação meniscal, proporcionando melhores resultados funcionais e menor risco de complicações degenerativas, reforçando a necessidade de uma abordagem terapêutica individualizada e baseada em evidências científicas.
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