PROTOCOLOS DE TRATAMIENTO ENDODÓNTICO PARA PACIENTES CON ANSIEDAD GRAVE Y TRASTORNOS DE PÁNICO
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i5.26682Resumen
Introdução: A endodontia é a especialidade dedicada ao diagnóstico e tratamento de doenças pulpares e periapicais, sendo o tratamento de canal um procedimento frequentemente associado a elevados níveis de estresse. A ansiedade odontológica funciona como uma barreira significativa para a saúde pública, pois o medo da dor e o uso de instrumentos levam à procrastinação ou recusa do tratamento, resultando no agravamento de infecções. Pacientes com transtornos de ansiedade grave ou pânico exigem atenção redobrada, pois gatilhos como agulhas e experiências traumáticas prévias podem exacerbar quadros de fobia. A estomatologia moderna busca integrar protocolos de suporte emocional e intervenções farmacológicas para interromper o ciclo de evasão e garantir um atendimento seguro. Objetivo: O presente estudo revisa a literatura sobre protocolos e abordagens utilizados no tratamento endodôntico de pacientes com ansiedade grave e transtornos de pânico, visando identificar as melhores práticas comportamentais e farmacológicas para o manejo desses casos. Metodologia: Realizou-se uma revisão integrativa da literatura nas bases de dados PubMed e BVS, com foco em publicações entre 2019 e 2025. A estratégia de busca utilizou descritores como "Endodontia", "Transtornos de ansiedade" e "Transtorno do pânico", aplicando o modelo PICOS para selecionar artigos experimentais, relatos de caso e revisões em português e inglês que analisassem a eficácia de diferentes protocolos de manejo. Resultados: Estratégias não farmacológicas, como comunicação assertiva, musicoterapia e técnicas de distração, reduzem a tensão em mais de 60% dos pacientes. No âmbito farmacológico, a sedação consciente com benzodiazepínicos (diazepam e midazolam) ou óxido nitroso destaca-se por elevar o limiar de dor e promover relaxamento, mantendo o paciente responsivo e cooperativo. Discussão: O uso de escalas de avaliação, como a de Corah, permite a estratificação do risco antes da intervenção. No entanto, a viabilidade dessas técnicas depende da capacitação profissional e conformidade com as normas do Conselho Federal de Odontologia (CFO). Considerações finais: Conclui-se que o manejo eficaz de pacientes ansiosos na endodontia exige uma abordagem integrada que une sensibilidade psicológica ao rigor técnico. A combinação de técnicas comportamentais com sedação mínima representa o padrão-ouro para viabilizar o tratamento, prevenindo complicações sistêmicas e melhorando a qualidade de vida. Ao priorizar o bem-estar emocional desde a anamnese, o profissional desmistifica o medo histórico associado à especialidade e promove uma prática odontológica humanizada e resolutiva.
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