ANÁLISE DOS AVANÇOS TECNOLÓGICOS DO IMPLANTE ZIGOMÁTICO NAS REABILITAÇÕES EM MAXILA ATRÓFICA- REVISÃO DA LITERATURA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i5.26468Palabras clave:
Implante zigomático. Atrofia maxilar. Reabilitação oral. Odontologia digital. Cirurgia guiada por computador.Resumen
Introdução: As técnicas de enxertia óssea são tradicionais para implantes porém elas elevam a morbidade e o tempo de tratamento. Nesse cenário, os implantes zigomáticos surgem como uma solução robusta, aproveitando a densidade do osso zigomático para ancoragem e estabilidade primária. A evolução das técnicas, da abordagem intra-sinusal para a extra-maxilar, aliada à transição para a odontologia digital, transformou a previsibilidade dessa modalidade cirúrgica, permitindo protocolos de carga imediata mesmo em condições ósseas críticas. Objetivo: É revisar e analisar os avanços tecnológicos e técnicos na evolução dos implantes zigomáticos, identificando inovações em materiais, desenhos de implantes e fluxos digitais. Busca-se avaliar como essas melhorias impactam a eficácia, a longevidade e a segurança dos tratamentos em pacientes com atrofia maxilar severa, além de comparar seus benefícios em relação a alternativas reabilitadoras. Metodologia Caracteriza-se como uma revisão integrativa da literatura, orientada pela estratégia PICO. A coleta de dados foi realizada nas bases PubMed e BVS (LILACS e MEDLINE) entre agosto e setembro de 2024, utilizando descritores como "implante zigomático", "atrofia maxilar" e "planejamento digital". Foram incluídos artigos experimentais e revisões em português e inglês publicados entre 2020 e 2026, submetidos a uma análise qualitativa para sintetizar as evidências sobre o sucesso clínico e as inovações tecnológicas. Resultados: Evidenciam que os implantes zigomáticos apresentam altas taxas de sobrevivência (entre 95% e 98%), superando as limitações dos enxertos ósseos em termos de tempo e conforto. A implementação do fluxo digital completo, incluindo tomografia de feixe cônico, escaneamento intraoral e guias cirúrgicos personalizados, reduziu drasticamente os erros de posicionamento e os riscos de danos a estruturas nobres, como a órbita e o nervo infraorbital. Discussão: O debate acadêmico ressalta que a técnica extra-maxilar otimiza a emergência protética e reduz complicações sinusais. Apesar do alto custo e da curva de aprendizado acentuada, a cirurgia guiada e a navegação digital democratizaram a segurança do procedimento, promovendo uma melhora significativa na qualidade de vida e na autoestima dos pacientes reabilitados. Conclusão: Os implantes zigomáticos evoluíram de uma solução de nicho para uma alternativa altamente previsível. O refinamento das superfícies dos implantes e a precisão do planejamento virtual garantem resultados estéticos e funcionais superiores. Conclui-se que a integração tecnológica é indispensável para a odontologia contemporânea, permitindo reabilitações de alta performance que devolvem a função mastigatória e a harmonia facial de forma rápida e segura.
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