COMUNICAÇÃO ALGORÍTMICA E CONFIANÇA INSTITUCIONAL: UM MODELO IAT–EAAT APLICADO AO CASO DA JUSTIÇA BRASILEIRA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i4.25721Palabras clave:
Inteligência artificial generativa. Metodologia de pesquisa. Confiança institucional. Sistema de justiça.Resumen
A expansão da Inteligência Artificial Generativa (IAG) tem remodelado as dinâmicas da comunicação institucional, especialmente no âmbito do sistema de justiça, onde a credibilidade pública constitui elemento estruturante da legitimidade democrática. Este artigo apresenta uma proposta metodológica para investigar a confiança institucional em contextos de comunicação algorítmica, com ênfase no Ministério Público enquanto ator central na produção simbólica e comunicacional do Estado. A pesquisa articula o uso combinado do Teste de Associação Implícita (IAT) e do Teste de Atribuição Explícita de Atributos (EAAT) para mensurar julgamentos conscientes e inconscientes de confiança associados a imagens geradas por Inteligência Artificial e a imagens reais de profissionais do sistema de justiça. Fundamentado no modelo integrativo de confiança de Mayer, Davis e Schoorman, o estudo identifica discrepâncias relevantes entre atitudes explícitas e associações implícitas, evidenciando que, embora haja certa aceitação racional de conteúdos produzidos por IAG, persistem vieses automáticos favoráveis a representações visuais autênticas. Os resultados indicam que o uso de imagens artificiais em estratégias de comunicação institucional pode produzir efeitos distintos nos níveis consciente e inconsciente de avaliação da confiança, o que impõe desafios éticos, comunicacionais e regulatórios. O modelo metodológico IAT–EAAT apresenta-se, assim, como ferramenta promissora para a análise empírica da credibilidade institucional em ambientes digitais marcados pela mediação algorítmica.
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