ANÁLISE DAS FRATURAS DE FÊMUR NO ESTADO DO PARANÁ NA ÚLTIMA DÉCADA: EVOLUÇÃO TEMPORAL E EVIDÊNCIAS DA TRANSIÇÃO DA PREDOMINÂNCIA MASCULINA PARA FEMININA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i4.25307Palavras-chave:
Fratura de fêmur. Epidemiologia. Diferenças sexuais. Envelhecimento.Resumo
As fraturas de fêmur configuram-se como um importante problema de saúde pública em razão das elevadas taxas de morbimortalidade, além do expressivo impacto socioeconômico associado à hospitalização e à reabilitação prolongada. O presente estudo teve como objetivo analisar a evolução temporal e o perfil epidemiológico das fraturas de fêmur no estado do Paraná, no período de 2015 a 2025. Observou-se especial atenção à predominância das fraturas de fêmur no sexo masculino até a quinta década de vida e à posterior transição do padrão de acometimento, com maior frequência no sexo feminino. Trata-se de um estudo observacional, retrospectivo e descritivo, baseado na análise de dados secundários obtidos na plataforma DATASUS. Foram consideradas as variáveis sexo, faixa etária, ano de ocorrência e distribuição regional dos casos. Os resultados indicam que a predominância das fraturas de fêmur no sexo masculino até a quinta década de vida está associada à maior exposição a atividades ocupacionais de risco e à elevada incidência de acidentes motociclísticos envolvendo traumas de alta energia. A partir da quinta década de vida, observa-se uma transição para maior ocorrência no sexo feminino, possivelmente relacionada ao climatério e à deficiência estrogênica característica do período pós-menopausa, fatores que contribuem para o desenvolvimento de osteoporose e fragilidade óssea. Conclui-se que a compreensão desses diferentes perfis epidemiológicos pode subsidiar a elaboração de estratégias de prevenção mais direcionadas, contribuindo para a redução dos impactos das fraturas de fêmur no estado do Paraná.
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