TECNOLOGIAS DIGITAIS E INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA EDUCAÇÃO: ATÉ QUE PONTO PROMOVEM APRENDIZAGEM?
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i3.25049Palabras clave:
Inteligência artificial. Tecnologias digitais. Aprendizagem. Cultura digital. Educação contemporânea.Resumen
O avanço das tecnologias digitais e da inteligência artificial tem produzido transformações significativas nos processos de ensino e aprendizagem nas últimas décadas. No campo educacional, sistemas algorítmicos, plataformas adaptativas, assistentes virtuais e ferramentas generativas têm ampliado as possibilidades de personalização do ensino, produção de conteúdos multimodais e acesso a informações em escala global. Entretanto, tais transformações também suscitam questionamentos relevantes acerca da qualidade da aprendizagem produzida nesses ambientes digitais. Diante desse cenário, o presente artigo tem como objetivo analisar criticamente até que ponto as tecnologias digitais e a inteligência artificial contribuem efetivamente para a aprendizagem, considerando tanto suas potencialidades pedagógicas quanto os limites epistemológicos, éticos e cognitivos associados ao seu uso. Metodologicamente, trata-se de um estudo qualitativo de natureza bibliográfica, fundamentado em revisão de literatura nacional e internacional sobre inteligência artificial na educação, letramentos digitais, cultura participativa e ecologias digitais de aprendizagem. A análise articula contribuições teóricas de autores como Holmes, Tuomi, Selwyn, Moran, Kenski, Castells, Rojo e Lévy, além de pesquisas recentes sobre inteligência artificial aplicada à educação. Os resultados indicam que, embora essas tecnologias ampliem possibilidades de acesso ao conhecimento, criação e personalização das experiências educativas, seu uso não garante automaticamente aprendizagens profundas. Observa-se que a eficácia pedagógica das tecnologias depende da mediação docente, da intencionalidade pedagógica e do desenvolvimento de competências críticas relacionadas ao funcionamento dos sistemas digitais e algorítmicos. Conclui-se que a integração entre inteligência artificial e educação exige práticas pedagógicas reflexivas, capazes de articular inovação tecnológica, pensamento crítico e formação cidadã na cultura digital contemporânea.
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