ENTRE TERRITÓRIOS E DESIGUALDADES NO CUIDADO EM SAÚDE MENTAL NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE: REVISÃO INTEGRATIVA DE PESQUISAS NACIONAIS (2021-2025)
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i3.24864Palabras clave:
Determinantes Sociais da Saúde. Territorialização. Atenção Primária à Saúde. Saúde Mental. Equidade em Saúde.Resumen
Introdução: O sofrimento psíquico, no contexto da Atenção Primária à Saúde (APS), inscreve-se nas condições concretas de vida e nas desigualdades que atravessam os territórios, exigindo leitura que articule determinação social, vulnerabilidades e organização do cuidado. A produção científica brasileira recente tem ampliado esse debate, embora nem sempre integre de forma consistente território, desigualdades e práticas assistenciais. Objetivo: Analisar de que modo a produção científica nacional publicada entre 2020 e 2025 tem articulado território e desigualdades na organização do cuidado em saúde mental na APS, identificando categorias teóricas mobilizadas, formas de incorporação dessas categorias nas práticas e lacunas persistentes. Método: Revisão integrativa de literatura realizada nas bases BVS, SciELO, PubMed/MEDLINE, Scopus e Web of Science, com descritores relacionados à saúde mental, determinantes sociais, territorialização e Atenção Primária, combinados por operadores booleanos. Após aplicação dos critérios de inclusão e exclusão e seguindo as recomendações do PRISMA, cinco artigos compuseram o corpus final. Resultados: Os estudos convergem ao reconhecer a determinação social como referência explicativa do adoecimento psíquico e ao situar o território como espaço vivido, atravessado por relações de poder, precariedades e disputas que interferem no acesso e na continuidade do cuidado. Evidenciam-se associações entre sofrimento mental e condições socioeconômicas, fragilidades na organização do processo de trabalho e desigualdades no reconhecimento dos casos. Contudo, observa-se fragmentação analítica, com lacunas na integração entre categorias teóricas e reorganização concreta das práticas na APS. Conclusão: A incorporação da determinação social e da perspectiva territorial qualifica a organização do cuidado em saúde mental na APS ao deslocar o foco da resposta individual para a compreensão das condições que produzem o sofrimento. Integrar território e desigualdades na prática sanitária implica reconhecer o cuidado como ação ética e política comprometida com a redução das iniquidades e com a produção de cidadania.
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