DA REDUÇÃO DA MORTALIDADE INFANTIL À COMPLEXIFICAÇÃO DO CUIDADO: RECONFIGURAÇÕES DA ATENÇÃO À SAÚDE DA CRIANÇA NO BRASIL
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i3.24481Palabras clave:
Saúde da Criança. Atenção Primária à Saúde. Mortalidade infantil. Cuidado Integral. Sistema Único de Saúde.Resumen
A atenção à saúde da criança no Brasil tem passado por profundas transformações nas últimas décadas, impulsionadas pela expressiva redução da mortalidade infantil e pela consolidação do Sistema Único de Saúde. Esse processo foi acompanhado por mudanças no perfil epidemiológico da infância, marcado pela diminuição das doenças infecciosas e pelo aumento das condições crônicas, das demandas relacionadas ao desenvolvimento e dos agravos psicossociais. Nesse contexto, o presente artigo tem como objetivo analisar as reconfigurações da atenção à saúde da criança no Brasil, com ênfase no papel da Atenção Primária à Saúde frente à complexificação do cuidado infantil. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada a partir da análise de estudos nacionais e internacionais publicados entre 2010 e 2024, selecionados em bases de dados científicas relevantes. Os resultados evidenciam que, embora os avanços na redução da mortalidade infantil sejam inegáveis, persistem modelos assistenciais centrados na puericultura tradicional, insuficientes para responder às necessidades contemporâneas da população infantil. A literatura aponta a estratificação de risco, a longitudinalidade, a coordenação do cuidado e a incorporação dos determinantes sociais da saúde como elementos centrais para a reorganização das práticas assistenciais. Conclui-se que a Atenção Primária à Saúde se reafirma como eixo estratégico para a promoção de um cuidado integral, equitativo e contínuo à criança, capaz de responder aos desafios impostos pela complexificação do perfil de saúde infantil no Brasil.
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