QUANDO O CAMPO AINDA NÃO EXISTE: OLHAR DEMORADO, REGISTRO E ESCRITA NA ETNOGRAFIA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i2.23916Palabras clave:
Metodologia etnográfica. Atenção ao cotidiano. Escrita de pesquisa.Resumen
Este texto tem como objetivo refletir sobre a construção de objetos de pesquisa etnográficos, defendendo o olhar demorado como condição para que o campo se forme e ganhe legibilidade. A fundamentação articula a etnografia pós-moderna, a crítica à transparência da escrita e a figura do etnógrafo-turista (Bruner). Metodologicamente, trata-se de um ensaio que combina narrativa, metáfora e revisão de literatura para reposicionar campo, registro e escrita. Como resultados, sustenta-se que observar é compor, que o rigor reside na clareza do percurso e que campos conectivos incluem ambientes virtuais, considerando rastros, silêncios e instabilidades. Conclui-se que pesquisar implica atenção ao ordinário, distinção entre acessível e ético, escrita cuidadosa e responsabilidade, preservando a dimensão prazerosa do aprender a ver no cotidiano escolar.
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