TRANSTORNO DE ESTRESSE PÓS-TRAUMÁTICO: ATUALIZAÇÕES DIAGNÓSTICAS, MECANISMOS NEUROBIOLÓGICOS E INTERVENÇÕES BASEADAS EM EVIDÊNCIAS
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i3.23846Palabras clave:
Transtorno de estresse pós-traumático. Transtornos relacionados a traumas. Neurobiologia. Classificação diagnóstica. Tratamento farmacológico. Psicoterapia focada no trauma. DSM-5-TR. CID-11.Resumen
O transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) é uma condição psiquiátrica prevalente e incapacitante, associada a comprometimento funcional significativo, redução da qualidade de vida e altas taxas de comorbidade psiquiátrica. Os avanços na classificação diagnóstica, na pesquisa neurobiológica e nas abordagens terapêuticas ampliaram a compreensão do TEPT; no entanto, ainda existem desafios na tradução do conhecimento científico em prática clínica eficaz. Objetivo: Fornecer uma revisão integrativa e clinicamente orientada do TEPT, sintetizando estruturas diagnósticas atualizadas, mecanismos neurobiológicos e intervenções farmacológicas e psicoterapêuticas baseadas em evidências. Métodos: Foi realizada uma revisão narrativa da literatura utilizando PubMed, SciELO e diretrizes clínicas internacionais, priorizando revisões sistemáticas, meta-análises e principais ensaios clínicos randomizados. Os critérios diagnósticos do DSM-5-TR e da CID-11 foram examinados juntamente com modelos neurobiológicos e evidências de tratamento. Resultados: O TEPT é caracterizado pela desregulação dos circuitos córtico-límbicos, alterações nos sistemas de resposta ao estresse e anormalidades em múltiplas vias de neurotransmissores. Psicoterapias focadas no trauma e tratamentos farmacológicos de primeira linha, incluindo inibidores seletivos da recaptação de serotonina e inibidores da recaptação de serotonina-noradrenalina, constituem o núcleo do manejo baseado em evidências. Intervenções emergentes, como técnicas de neuromodulação e psicoterapia farmacológica assistida, mostram-se promissoras em contextos clínicos selecionados, mas requerem validação empírica adicional. Conclusão: O TEPT deve ser conceituado como um transtorno multidimensional resultante das interações entre vulnerabilidade neurobiológica, exposição traumática e fatores psicossociais. Uma abordagem de tratamento integrativa e multimodal permanece essencial para otimizar os resultados clínicos. Ao conectar perspectivas diagnósticas, neurobiológicas e terapêuticas, esta revisão contribui para uma compreensão abrangente do TEPT e destaca caminhos para o cuidado psiquiátrico individualizado e pesquisas futuras.
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