INOVAÇÃO NA EDUCAÇÃO: TRANSFORMANDO PRÁTICAS PEDAGÓGICAS PARA A ESCOLA DO SÉCULO XXI
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29439Palavras-chave:
Inovação educacional. Práticas pedagógicas. Mediação docente. Tecnologias digitais. Escola do século XXI.Resumo
As transformações sociais, culturais e tecnológicas contemporâneas têm ampliado o debate sobre a permanência de modelos escolares centrados na transmissão de conteúdos e na participação predominantemente receptiva dos estudantes. Este artigo tem como objetivo analisar os fundamentos, as possibilidades e as condições necessárias à inovação educacional, compreendendo-a como transformação intencional das práticas pedagógicas e não como simples incorporação de tecnologias ou metodologias apresentadas como modernas. Desenvolveu-se um estudo teórico-bibliográfico, de abordagem qualitativa e corpus intencional, organizado a partir de três produções centrais: Marques (2025), Schlotfeldt (2024) e Monge-López, Rayón-Rumayor e Fernández-Navas (2024). Os estudos foram examinados por meio de eixos relacionados às concepções de inovação, aos modelos pedagógicos, à autoria e à colaboração, à mediação docente, às condições institucionais e aos riscos de mercantilização. A análise mostra que Marques enfatiza caminhos pedagógicos voltados à investigação, à resolução de problemas, à cooperação e à experiência; Schlotfeldt evidencia as condições concretas de implementação, especialmente formação, fluência tecnológico-pedagógica e produção autoral; e Monge-López, Rayón-Rumayor e Fernández-Navas introduzem uma crítica necessária às soluções comerciais e tecnocêntricas. Conclui-se que a inovação educacional depende do equilíbrio entre renovação pedagógica, condições de realização e vigilância crítica sobre os interesses que orientam as mudanças, devendo permanecer comprometida com a aprendizagem, a inclusão, a autoria docente e a função pública da escola.
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