INTERNAÇÃO HOSPITALAR PROLONGADA E AGRAVOS À SAÚDE MENTAL: CONTRIBUIÇÕES DA TERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.27944Palavras-chave:
Terapia Cognitivo-Comportamental. Hospitalização prolongada. Saúde mental. Psicologia hospitalar. Internação hospitalar.Resumo
A internação hospitalar prolongada pode ter desencadeado impactos psicológicos, emocionais e cognitivos, associados à ruptura da rotina, à perda de autonomia e ao enfrentamento do adoecimento. Nesse contexto, a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) foi analisada como uma abordagem com potencial contribuição para o manejo dos agravos à saúde mental em pacientes hospitalizados. O presente estudo teve como objetivo discutir as contribuições da Terapia Cognitivo-Comportamental para o manejo dos agravos à saúde mental associados à internação hospitalar. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada nas bases de dados SciELO e BVS-Saúde, utilizando descritores relacionados à Terapia Cognitivo-Comportamental, hospitalização, tempo de internação e saúde mental, combinados por operadores booleanos. Foram incluídos artigos publicados entre 2016 e 2026, disponíveis gratuitamente na íntegra, nos idiomas português e inglês. Após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, foram selecionados sete estudos para análise. Os resultados sugeriram que intervenções fundamentadas na TCC, em diferentes modalidades, incluindo intervenções individuais, grupais, multicomponentes e estratégias cognitivas derivadas, estiveram associadas à redução de sintomas de ansiedade, depressão e transtorno de estresse pós-traumático, além de possíveis melhorias no funcionamento cognitivo, emocional e comportamental. Também foram observadas indicações de redução de comportamentos agressivos, melhora da adaptação psicológica e fortalecimento de estratégias de enfrentamento no contexto de cuidado hospitalar. Concluiu-se que a Terapia Cognitivo-Comportamental pôde apresentar contribuições no manejo dos agravos à saúde mental associados à internação hospitalar, favorecendo a qualidade de vida, a recuperação funcional e o cuidado em saúde mental. No entanto, tais achados foram interpretados com cautela, considerando a heterogeneidade dos estudos incluídos e suas limitações metodológicas.
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