HETEROGENEIDADE E EXPRESSIVIDADE LINGUÍSTICA NA CANÇÃO LET ME SING, LET ME SING, DE RAUL SEIXAS
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i11.32070Palavras-chave:
Heterogeneidade linguística. Expressividade linguística. Let me sing, let me sing. Raul SeixasResumo
Este trabalho analisa traços de heterogeneidade e expressividade linguística na canção Let me sing, let me sing (1972), interpretada por Raul Seixas. O objetivo é discutir como fenômenos variáveis atuam enquanto recursos expressivos. Teoricamente, este estudo fundamenta-se nos postulados da Sociolinguística e da Estilística descritiva. A abordagem metodológica empregada é de natureza qualitativa, a partir da qual consideramos duas grandes categorias: o contraste dialetal/hibridismo cultural e a flexibilização gramatical como recurso rítmico e prosódico. Os resultados demonstram que o trânsito entre o inglês do rock e o português coloquial funde identidades e desmistifica a erudição da MPB da época. Além disso, verificamos que a flexibilização morfossintática e fonética, a exemplo da redução de “não” para “num” e a ausência de marca formal de concordância em “48 quilo”, atende a exigências de métrica, fluidez e tempo musical. Concluímos que, em Let me sing, let me sing, a heterogeneidade linguística constitui não apenas um recurso estético consciente para a representação de traços da linguagem coloquial como para legitimar o rock em solo brasileiro, na década de 1970.
Downloads
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Categorias
Licença
Atribuição CC BY