PERFIL EPIDEMIOLÓGICO E TENDÊNCIA DOS CASOS DE SÍFILIS CONGÊNITA EM INDÍGENAS RESIDENTES NO ESTADO DO TOCANTINS, 2010 A 2025: UM ESTUDO ECOLÓGICO
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.31943Palavras-chave:
Sífilis Congênita, Saúde Indígena, EpidemiologiaResumo
Esse artigo buscou descrever o perfil epidemiológico e a tendência temporal da sífilis congênita em indígenas no estado do Tocantins, no período de 2010 a 2025. Trata-se de um estudo epidemiológico ecológico de série temporal, realizado a partir de 76 casos notificados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) em menores de um ano. Foram conduzidas análises descritivas e regressão por Joinpoint para identificar mudanças nas tendências temporais. Os resultados evidenciaram que, embora 88,2% das gestantes tenham realizado pré-natal, 48,7% dos diagnósticos maternos ocorreram no parto, na curetagem ou após o parto. Além disso, 97,3% dos casos apresentaram tratamento materno inadequado ou não realizado, e 80,3% das parcerias sexuais não receberam tratamento. A análise temporal identificou crescimento da tendência entre 2010 e 2019 e redução entre 2019 e 2025, com tendência global estacionária. O pico de incidência ocorreu em 2019, com 19,80 casos por 1.000 nascidos vivos. Conclui-se que persistem fragilidades na detecção oportuna e no tratamento da sífilis na população indígena, reforçando a necessidade de qualificar a assistência pré-natal e fortalecer a vigilância epidemiológica.
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