ASPECTOS SOCIODEMOGRÁFICOS E DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DA MORTALIDADE POR CÂNCER DE PÂNCREAS NO ESTADO DE ALAGOAS, 2015-2024
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i11.31732Palavras-chave:
Neoplasias pancreáticas, Mortalidade, Estudos ecológicos, Análise espacialResumo
RESUMO: Este estudo teve como objetivo descrever os aspectos sociodemográficos e a distribuição espacial da mortalidade por câncer de pâncreas no estado de Alagoas, Brasil, de 2015 a 2024. Trata-se de estudo ecológico e descritivo, com dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade e estimativas populacionais do Departamento de Informação e Informática do Sistema Único de Saúde. Foram incluídos os óbitos de residentes com 20 anos ou mais cuja causa básica foi a neoplasia maligna do pâncreas. Calcularam-se as taxas anuais de mortalidade e as taxas municipais do período, representadas em mapa temático. Registraram-se 1.006 óbitos. O número anual passou de 70 em 2015 para 128 em 2024, e a taxa, de 3,4 para 5,7 por 100.000 habitantes, com maior valor em 2023 (6,3). A taxa do período foi de 4,7 por 100.000 habitantes. Predominaram o sexo feminino (52,4%), as pessoas de 60 a 79 anos (55,6%), a raça/cor parda (55,9%) e os óbitos em hospital (74,8%), e a escolaridade foi ignorada em 41,7% dos registros. A 1ª Região de Saúde concentrou 52,6% dos óbitos e teve a maior taxa (6,0 por 100.000), e as taxas municipais variaram de 0,0 a 10,3 por 100.000 habitantes. Conclui-se que a mortalidade por câncer de pâncreas aumentou em Alagoas no período, com maior ocorrência entre idosos e distribuição desigual entre os municípios, o que reforça a necessidade de vigilância contínua e de organização da atenção oncológica no estado.
Downloads
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Categorias
Licença
Atribuição CC BY