ALTERAÇÕES DAS VIAS AÉREAS SUPERIORES APÓS AVANÇO MAXILOMANDIBULAR EM PACIENTES COM APNEIA OBSTRUTIVA DO SONO: REVISÃO DA LITERATURA

Autores

  • João Francisco de Oliveira dos Santos Universidade Estadual do Oeste do Paraná image/svg+xml
  • Anna Julia Heberle Bosi Universidade Paranaense image/svg+xml
  • Nairan De Almeida Guedes Universidade Cidade de São Paulo image/svg+xml
  • João Henrique Rolde Universidade Paranaense image/svg+xml
  • Victor Neves Faria Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública image/svg+xml
  • Sandra Raquel Medeiros Saito Faculdade Centro de Treinamento Acadêmico

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i11.31694

Resumo

A apneia obstrutiva do sono (AOS) é um distúrbio respiratório do sono frequente e subdiagnosticado, e o avanço maxilomandibular (AMM) figura entre as alternativas cirúrgicas mais eficazes para pacientes que não toleram ou não respondem adequadamente à pressão positiva contínua nas vias aéreas (CPAP) e aos dispositivos de avanço mandibular. Este artigo teve como objetivo revisar, de forma narrativa, as evidências indexadas no PubMed sobre as alterações morfológicas, volumétricas e funcionais das vias aéreas superiores após o AMM em adultos com AOS. Realizou-se busca estruturada na base PubMed em 13 de outubro de 2026, com recuperação de 29 registros únicos, dos quais 28 tiveram metadados e resumos analisados. Os estudos mostraram aumento consistente do volume da via aérea superior, com ganhos expressivos nas regiões retropalatal e orofaríngea, redução do comprimento faríngeo, deslocamento anterior do palato mole, da língua e do hioide e melhora dos parâmetros aerodinâmicos em simulações computacionais. A magnitude do ganho volumétrico variou entre os estudos, e a relação com a redução do índice de apneia-hipopneia (IAH) não foi estritamente linear, tendo sido descrito um possível platô. Metanálises apontam taxas de sucesso cirúrgico em torno de 85% e de cura próximas de 40%, tendo a parestesia facial como sequela mais frequente. Conclui-se que o AMM promove ampliação multinível da via aérea, associada à melhora polissonográfica, mas estudos prospectivos padronizados ainda são necessários para individualizar a magnitude do avanço.

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Biografia do Autor

  • João Francisco de Oliveira dos Santos, Universidade Estadual do Oeste do Paraná

    Cirurgião Dentista pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná. 

  • Anna Julia Heberle Bosi, Universidade Paranaense

    Cirurgiã dentista pela Universidade Paranaense.

  • Nairan De Almeida Guedes, Universidade Cidade de São Paulo

    Cirurgiã dentista pala Universidade cidade de São Paulo. 

  • João Henrique Rolde, Universidade Paranaense

     Cirurgião Dentista pela Universidade Paranaense. 

  • Victor Neves Faria, Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública

    Cirurgião dentista pala Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública. 

  • Sandra Raquel Medeiros Saito, Faculdade Centro de Treinamento Acadêmico

    Discente do curso de Odontologia na Faculdade Centro de Treinamento Acadêmico. 

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Publicado

2026-11-04

Como Citar

Santos, J. F. de O. dos, Bosi, A. J. H., Guedes, N. D. A., Rolde, J. H., Faria, V. N., & Saito, S. R. M. (2026). ALTERAÇÕES DAS VIAS AÉREAS SUPERIORES APÓS AVANÇO MAXILOMANDIBULAR EM PACIENTES COM APNEIA OBSTRUTIVA DO SONO: REVISÃO DA LITERATURA. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, 12(11), 1-21. https://doi.org/10.51891/rease.v12i11.31694

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