HIGIENE BUCAL DE CRIANÇAS COM PARALISIA CEREBRAL: CONHECIMENTOS E PRÁTICAS DE MÃES OU RESPONSÁVEIS
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.31685Palavras-chave:
Paralisia cerebral, Saúde bucal, Higiene bucal, Cuidadores, OdontopediatriaResumo
Introdução: A paralisia cerebral envolve alterações motoras e posturais que podem comprometer a realização da higiene bucal, tornando essencial a participação de mães ou responsáveis. O cuidado diário exige conhecimentos e técnicas adequados às necessidades de cada criança, mas pode ser dificultado por limitações físicas, resistência à escovação e dúvidas dos cuidadores, evidenciando a importância de orientações individualizadas. Objetivo: Investigar conhecimentos, práticas e dificuldades desses cuidadores na higiene bucal de crianças com paralisia cerebral. Metodologia: Estudo observacional, transversal e descritivo, de abordagem quanti-qualitativa, com amostra por conveniência de 16 mães ou responsáveis de uma associação de Teresina, Piauí. Aplicou-se questionário com dez itens em escala Likert e uma questão aberta, analisados por estatística descritiva e categorização temática. Resultados: A concordância total ou parcial sobre a importância do acompanhamento odontológico e os riscos da higiene inadequada atingiu 93,8% em cada item. Respostas neutras ocorreram na escolha da escova (43,8%), do dentifrício (37,5%) e de técnicas adaptadas (50,0%). Barreiras físicas e motoras-orais e recusa comportamental ou sensorial foram relatadas, cada uma, por 31,3% dos participantes. Conclusão: O reconhecimento da importância da prevenção coexistiu com incertezas técnicas e dificuldades práticas, indicando necessidade de orientação individualizada e demonstrações adaptadas às famílias.
Downloads
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Categorias
Licença
Atribuição CC BY