CONTAGEM PLAQUETÁRIA E TESTES DE COAGULAÇÃO ANTES DE PROCEDIMENTOS ESTÉTICOS INJETÁVEIS: REVISÃO NARRATIVA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i11.31657Palavras-chave:
Hemostasia, Plaquetas, Procedimentos cirúrgicos minimamente invasivos, Testes de coagulação sanguíneaResumo
Esta revisão teve como objetivo analisar as evidências sobre a utilização da contagem plaquetária e dos testes de coagulação antes de procedimentos estéticos injetáveis. Realizou-se uma revisão narrativa, descritiva e qualitativa, com busca inicial em cinco bases e busca complementar no PubMed/MEDLINE, em agosto de 2026. Foram incluídos 27 estudos publicados entre 2016 e 2026, organizados em sete eixos temáticos, sem avaliação formal do risco de viés. Os estudos sobre injetáveis descreveram complicações hemorrágicas, fatores técnicos e medidas preventivas, mas não compararam estratégias de testagem laboratorial. Evidências indiretas, principalmente cirúrgicas e ambulatoriais, favoreceram a avaliação individualizada, orientada pela história hemorrágica, pelas comorbidades, pelos medicamentos e pelo risco do procedimento. A contagem plaquetária e os testes de coagulação apresentaram finalidades complementares, sem substituir a avaliação clínica. Nos estudos sobre plasma rico em plaquetas, a contagem caracterizou o concentrado ou investigou sua eficácia, sem demonstrar capacidade de prever sangramento. Os estudos selecionados não sustentam a testagem universal, tampouco permitem dispensá-la em todos os pacientes. A indicação seletiva encontra apoio indireto, mas seu benefício específico permanece incerto. A heterogeneidade e a ausência de comparações diretas limitam a definição de protocolos e pontos de corte laboratoriais.
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