ERUPÇÃO DENTÁRIA TARDIA EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES: FATORES ASSOCIADOS, DIAGNÓSTICO E CONDUTAS CLÍNICAS
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.31608Palavras-chave:
Erupção Dentária, Anomalias Dentárias, OdontopediatriaResumo
A erupção dentária tardia (EDT) é descrita como o desvio mais frequente do cronograma eruptivo e pode resultar de causas locais, sistêmicas, genéticas e perinatais. Este estudo analisou os fatores associados, os métodos diagnósticos e as condutas clínicas relacionados à EDT em crianças e adolescentes. Realizou-se uma revisão integrativa, conduzida segundo a estratégia PICo, com busca nas bases MEDLINE/PubMed, EMBASE, Scopus, Web of Science e na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS/LILACS) (2016–2026). Foram incluídos 87 estudos, 77 primários, com predomínio de estudos observacionais (49,4%) e de relatos e séries de casos (39,1%). Os fatores locais predominaram (47,1%), com destaque para odontomas, dentes supranumerários e trauma na dentição decídua, seguidos por condições sistêmicas (21,8%), genéticas e sindrômicas (18,4%), e perinatais, nutricionais e populacionais (11,5%). O exame clínico e a radiografia foram os recursos diagnósticos mais descritos, e a tomografia computadorizada de feixe cônico foi pouco referida. As condutas variaram da remoção cirúrgica da barreira ao tracionamento ortodôntico e ao acompanhamento. Conclui-se que a EDT exige investigação da causa, avaliação por imagem e conduta individualizada, com evidências concentradas em relatos de casos.
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