TOXICIDADE CARDÍACA INDUZIDA NO TRATAMENTO ANTINEOPLÁSICO E IMPACTO DA REABILITAÇÃO CARDIOVASCULAR NA QUALIDADE DE VIDA DE PACIENTES COM CÂNCER DE MAMA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.31586Palavras-chave:
Cardiotoxicidade, Câncer de mama, Reabilitação cardíacaResumo
O câncer de mama é uma das neoplasias mais prevalentes entre mulheres, e os avanços no tratamento antineoplásico, embora aumentem a sobrevida, podem ocasionar cardiotoxicidade e comprometer a qualidade de vida. Este estudo teve como objetivo analisar o papel da reabilitação cardiovascular na prevenção e mitigação dos efeitos cardiotóxicos associados ao tratamento antineoplásico em pacientes com câncer de mama. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, fundamentada na metodologia de Whittemore e Knafl (2005), com buscas nas bases PubMed e PEDro. Foram considerados estudos publicados entre 2014 e 2025, incluindo pesquisas primárias e revisões sistemáticas, com ou sem metanálise. Dos 135 artigos identificados, seis atenderam aos critérios de elegibilidade e foram incluídos na análise. Os resultados indicaram que o exercício físico supervisionado contribui para melhorar a capacidade cardiorrespiratória, o consumo máximo de oxigênio (VO₂pico) e a força muscular, além de reduzir sintomas como fadiga e dor. O momento da intervenção influenciou os resultados, com maiores benefícios cardiorrespiratórios observados após a quimioterapia. Conclui-se que a reabilitação cardiovascular constitui uma estratégia complementar promissora, embora sejam necessários novos estudos para padronizar os protocolos e esclarecer seus efeitos sobre a função cardíaca.
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