INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL GENERATIVA NA DOCUMENTAÇÃO PSIQUIÁTRICA: ACURÁCIA, ERROS E SUPERVISÃO HUMANA — REVISÃO NARRATIVA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i11.31556Palavras-chave:
Inteligência artificial generativa, Registros médicos, Segurança do pacienteResumo
Introdução: A inteligência artificial generativa pode apoiar a documentação psiquiátrica, mas a fluência textual pode ocultar falhas clínicas. Objetivo: Analisar criticamente a acurácia, os erros documentais e a supervisão humana no uso de modelos de linguagem em Psiquiatria e saúde mental. Métodos: Revisão narrativa crítica baseada em buscas bibliográficas estruturadas no PubMed/MEDLINE, na LILACS/BVS e na SciELO, complementadas pelo Elicit, até setembro de 2026; 15 estudos constituíram o núcleo analítico. Resultados: Os estudos apontaram ganhos potenciais de eficiência, organização e legibilidade, mas também conteúdo não sustentado, omissões, distorções de significado e erros de atribuição. O desempenho variou conforme tarefa, modelo e instruções. A revisão humana foi frequentemente recomendada, embora pouco avaliada quanto à sua efetividade na prevenção de erros. Discussão: Qualidade linguística e satisfação profissional não equivalem à fidelidade clínica demonstrada. Conclusão: Os achados favorecem o uso assistivo, com conferência profissional e políticas institucionais de segurança, transparência e governança, sem sustentar a adoção documental autônoma.
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