INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL (IA) NA FARMACOVIGILÂNCIA PARA A DETECÇÃO PRECOCE DE REAÇÕES ADVERSAS A MEDICAMENTOS

Autores

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i2.24224

Palavras-chave:

Farmacovigilância. Inteligência Artificial. Mineração de Texto. Segurança de Medicamentos.

Resumo

A farmacovigilância desempenha papel fundamental no monitoramento da segurança dos medicamentos após sua comercialização, especialmente diante do aumento do volume e da complexidade dos dados em saúde. Este estudo observacional retrospectivo teve como objetivo avaliar a aplicação de técnicas de inteligência artificial (IA) na análise de dados textuais provenientes de bases secundárias de farmacovigilância, com foco na identificação e organização de potenciais reações adversas a medicamentos. Foram analisados registros textuais não estruturados, incluindo notificações espontâneas, relatos clínicos e documentos técnicos, submetidos a etapas sistemáticas de pré-processamento, mineração de texto e processamento de linguagem natural. Modelos de aprendizado de máquina foram empregados para classificação, agrupamento e detecção de padrões recorrentes nos dados. O desempenho dos modelos foi avaliado por meio de métricas estatísticas clássicas, como acurácia, precisão, sensibilidade e análise por validação cruzada. Os resultados indicaram que a IA possibilitou maior eficiência na triagem inicial dos relatos e na padronização semântica das informações, contribuindo para a identificação de sinais potenciais de segurança. Embora dependente da qualidade dos dados disponíveis e da validação por especialistas, a abordagem mostrou-se complementar aos métodos tradicionais de farmacovigilância. Conclui-se que a inteligência artificial apresenta potencial para fortalecer os sistemas de monitoramento da segurança dos medicamentos, desde que integrada a processos clínicos e regulatórios consolidados, respeitando as limitações inerentes ao delineamento retrospectivo.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Suellen da Silva Correa, UNIESAMAZ

Farmacêutica, Centro Universitário da Amazônia (UNIESAMAZ). Belém -Pará, Brasil.  

Dandara Aline Cardoso da Silva, Estácio

Graduanda Farmácia, Universidade: Estácio - Belém -Pará, Brasil. 

Fábio Guedes Moreira, UNIESAMAZ

Farmacêutico, Centro Universitário da Amazônia (UNIESAMAZ). Belém -Pará, Brasil.

Tania Maria dos Santos, UNIESAMAZ

Farmacêutica, Centro Universitário da Amazônia (UNIESAMAZ). Belém -Pará, Brasil.

Cleber Nonato Macedo Costa, UNIESAMAZ

Co-orientador: Professor/Farmacêutico, Centro Universitário da Amazônia (UNIESAMAZ). Belém -Pará, Brasil.

Jéssica Máximo dos Santos, UNIESAMAZ

Orientadora: Farmacêutica, Mestra em Análises Clínicas e Diagnóstico pela Universidade Federal do Pará (UFPA), Centro Universitário da Amazônia (UNIESAMAZ).  Belém -Pará, Brasil.

Downloads

Publicado

2026-02-19

Como Citar

Correa, S. da S., Silva, D. A. C. da, Moreira, F. G., Santos, T. M. dos, Costa, C. N. M., & Santos, J. M. dos. (2026). INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL (IA) NA FARMACOVIGILÂNCIA PARA A DETECÇÃO PRECOCE DE REAÇÕES ADVERSAS A MEDICAMENTOS. Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 12(2), 1–15. https://doi.org/10.51891/rease.v12i2.24224