TRANSTORNO DE PERSONALIDADE ANTISSOCIAL (TPAS) E COMPORTAMENTO CRIMINOSO: ATÉ QUE PONTO OS ASPECTOS PSICOPATOLÓGICOS SE RELACIONAM À PRÁTICA CRIMINAL?

Autores

  • Yanka Mirlla Rocha Soares Instituto de Ensino Superior de Teresina
  • Heme Samantha Soares Sousa Instituto de Ensino Superior de Teresina
  • Camilly Vitória Coelho Luz Centro Universitário Academia image/svg+xml
  • Sara Cavalcanti Souza Universidade Federal do Piauí image/svg+xml
  • Ruth Raquel Soares Farias Universidade Federal do Piauí image/svg+xml

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i11.31476

Palavras-chave:

Transtorno de personalidade antissocial, Psicologia forense, Imputabilidade penal, Semi-imputabilidade, Diagnóstico diferencial

Resumo

Este estudo analisa a correlação causal e funcional entre as características clínicas do Transtorno de Personalidade Antissocial (TPAS) e o desenvolvimento do comportamento criminoso persistente. Metodologicamente, caracteriza-se como uma pesquisa qualitativa e descritiva, conduzida por meio de revisão bibliográfica exploratória e um Estudo de Caso Único Integrado fundamentado em Robert Yin, assegurada pela triangulação de três eixos de evidência: literatura de referência, laudos multidisciplinares da Junta Médica do Tribunal de Justiça de Goiás e registros processuais oficiais de Tiago Henrique Gomes da Rocha. Os resultados indicam que os aspectos psicopatológicos estruturais do transtorno, como a ausência crônica de empatia, impulsividade pervasiva e inexistência de remorso, geram um ecossistema mental altamente propício à violação contínua de normas legais. A discussão destaca o paradoxo jurídico-penal brasileiro: embora o portador de TPAS detenha cognição preservada para discernir o caráter ilícito de seus atos (considerado juridicamente imputável), sua capacidade afetiva de autodeterminação é profundamente comprometida. O encarceramento em presídios comuns sem intervenções especializadas atua apenas como catalisador da carreira delitiva. Conclui-se que a Psicologia assume papel técnico central na reformulação desse cenário por meio da formulação de exames criminológicos robustos e programas de manejo comportamental baseados no modelo de Risco, Necessidade e Responsividade (RNR).

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Biografia do Autor

  • Yanka Mirlla Rocha Soares, Instituto de Ensino Superior de Teresina

    Graduanda do Curso de Psicologia no 9° período. IEST – Instituto de Ensino Superior de Teresina. 

  • Heme Samantha Soares Sousa, Instituto de Ensino Superior de Teresina

    Graduanda do Curso de Psicologia no 9° período. IEST – Instituto de Ensino Superior de Teresina.

  • Camilly Vitória Coelho Luz, Centro Universitário Academia

    Graduanda do Curso de Psicologia no 9° período. IEST – Instituto de Ensino Superior de Teresina.

  • Sara Cavalcanti Souza, Universidade Federal do Piauí

    Orientadora. Psicóloga, mestre em Educação pela UFPI e especialista em Saúde Mental, Psicologia do Trânsito, Psicopedagogia Institucional e Clínica, Avaliação Psicológica e Neuropsicologia. Docente do curso de Psicologia da Associação de Ensino Superior do Piauí - AESPI. 

  • Ruth Raquel Soares Farias, Universidade Federal do Piauí

    Coorientadora. Doutora em Biotecnologia em Recursos Naturais pela Universidade Federal do Piauí (UFPI). Docente do Curso de Psicologia da Associação de Ensino Superior do Piauí - AESPI. 

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Publicado

2026-11-06

Como Citar

Soares, Y. M. R., Sousa, H. S. S., Luz, C. V. C., Souza, S. C., & Farias, R. R. S. (2026). TRANSTORNO DE PERSONALIDADE ANTISSOCIAL (TPAS) E COMPORTAMENTO CRIMINOSO: ATÉ QUE PONTO OS ASPECTOS PSICOPATOLÓGICOS SE RELACIONAM À PRÁTICA CRIMINAL? Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, 12(11), 1-20. https://doi.org/10.51891/rease.v12i11.31476

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