ENXAQUECA VESTIBULAR X DOENÇA DE MENIÉRE
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.31335Palavras-chave:
Enxaqueca Vestibular, Doença de Ménière, Vertigem, Diagnóstico Diferencial, Perda AuditivaResumo
Introdução: A enxaqueca vestibular e a doença de Ménière representaram condições clínicas relevantes no diagnóstico diferencial das vestibulopatias, pois ambas apresentaram episódios recorrentes de vertigem, náuseas e comprometimento da qualidade de vida. A enxaqueca vestibular esteve associada a antecedentes de migrânea, sensibilidade à luz e ao som, cefaleia e intolerância aos movimentos. Em contrapartida, a doença de Ménière caracterizou-se por crises de vertigem associadas à perda auditiva neurossensorial flutuante, zumbido e sensação de pressão auricular. A semelhança entre as manifestações clínicas dificultou a diferenciação diagnóstica, especialmente nos estágios iniciais. Objetivo: A revisão sistemática da literatura buscou analisar as diferenças clínicas, diagnósticas e fisiopatológicas entre a enxaqueca vestibular e a doença de Ménière, considerando os principais desafios do diagnóstico diferencial e as possibilidades de tratamento. Metodologia: A revisão foi estruturada conforme as recomendações do checklist PRISMA, considerando artigos científicos publicados nos últimos dez anos e identificados nas bases PubMed, SciELO e Web of Science. Foram utilizados cinco descritores: “Enxaqueca Vestibular”, “Doença de Ménière”, “Vertigem”, “Diagnóstico Diferencial” e “Perda Auditiva”, combinados por operadores booleanos. Os critérios de inclusão abrangeram estudos publicados em periódicos científicos, pesquisas relacionadas diretamente às duas condições e trabalhos disponíveis em texto completo nos idiomas português ou inglês. Foram excluídos estudos duplicados, publicações sem relação direta com a temática e artigos sem informações clínicas ou diagnósticas pertinentes. Resultados: Os estudos analisados demonstraram que a história clínica, a avaliação audiológica e a caracterização das crises foram fundamentais para diferenciar as doenças. A enxaqueca vestibular apresentou maior associação com fotofobia, fonofobia e antecedentes de migrânea, enquanto a doença de Ménière evidenciou maior comprometimento auditivo, especialmente perda auditiva flutuante. Entretanto, a sobreposição dos sintomas e a possibilidade de coexistência das condições exigiram avaliação individualizada. O tratamento também diferiu conforme o diagnóstico, incluindo medidas preventivas para migrânea e estratégias voltadas ao controle vestibular e auditivo na doença de Ménière. Conclusão: A diferenciação entre as condições dependeu da integração dos achados clínicos, audiológicos e evolutivos. O reconhecimento de suas particularidades favoreceu diagnósticos mais precisos, tratamentos individualizados e melhor qualidade de vida.
Downloads
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Categorias
Licença
Atribuição CC BY