ENXAQUECA VESTIBULAR X DOENÇA DE MENIÉRE

Autores

  • Laura Marques Franco Centro Universitário Fametro
  • Anderson Bernardo Moreira Alves Filho Faculdade de Medicina de Campos
  • Pedro Peluso Arle Centro Universitário Claretiano de Rio Claro
  • Débora Baggio Carrocci Centro Universitário Claretiano Rio Claro
  • Letícia Imaculada de Oliveira Universidade Federal de Lavras

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.31335

Palavras-chave:

Enxaqueca Vestibular, Doença de Ménière, Vertigem, Diagnóstico Diferencial, Perda Auditiva

Resumo

Introdução: A enxaqueca vestibular e a doença de Ménière representaram condições clínicas relevantes no diagnóstico diferencial das vestibulopatias, pois ambas apresentaram episódios recorrentes de vertigem, náuseas e comprometimento da qualidade de vida. A enxaqueca vestibular esteve associada a antecedentes de migrânea, sensibilidade à luz e ao som, cefaleia e intolerância aos movimentos. Em contrapartida, a doença de Ménière caracterizou-se por crises de vertigem associadas à perda auditiva neurossensorial flutuante, zumbido e sensação de pressão auricular. A semelhança entre as manifestações clínicas dificultou a diferenciação diagnóstica, especialmente nos estágios iniciais. Objetivo: A revisão sistemática da literatura buscou analisar as diferenças clínicas, diagnósticas e fisiopatológicas entre a enxaqueca vestibular e a doença de Ménière, considerando os principais desafios do diagnóstico diferencial e as possibilidades de tratamento. Metodologia: A revisão foi estruturada conforme as recomendações do checklist PRISMA, considerando artigos científicos publicados nos últimos dez anos e identificados nas bases PubMed, SciELO e Web of Science. Foram utilizados cinco descritores: “Enxaqueca Vestibular”, “Doença de Ménière”, “Vertigem”, “Diagnóstico Diferencial” e “Perda Auditiva”, combinados por operadores booleanos. Os critérios de inclusão abrangeram estudos publicados em periódicos científicos, pesquisas relacionadas diretamente às duas condições e trabalhos disponíveis em texto completo nos idiomas português ou inglês. Foram excluídos estudos duplicados, publicações sem relação direta com a temática e artigos sem informações clínicas ou diagnósticas pertinentes. Resultados: Os estudos analisados demonstraram que a história clínica, a avaliação audiológica e a caracterização das crises foram fundamentais para diferenciar as doenças. A enxaqueca vestibular apresentou maior associação com fotofobia, fonofobia e antecedentes de migrânea, enquanto a doença de Ménière evidenciou maior comprometimento auditivo, especialmente perda auditiva flutuante. Entretanto, a sobreposição dos sintomas e a possibilidade de coexistência das condições exigiram avaliação individualizada. O tratamento também diferiu conforme o diagnóstico, incluindo medidas preventivas para migrânea e estratégias voltadas ao controle vestibular e auditivo na doença de Ménière. Conclusão: A diferenciação entre as condições dependeu da integração dos achados clínicos, audiológicos e evolutivos. O reconhecimento de suas particularidades favoreceu diagnósticos mais precisos, tratamentos individualizados e melhor qualidade de vida.

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Biografia do Autor

  • Laura Marques Franco, Centro Universitário Fametro

    Médica — Centro Universitário Fametro.

  • Anderson Bernardo Moreira Alves Filho, Faculdade de Medicina de Campos

    Médico - Faculdade de Medicina de Campos (FMC).

  • Pedro Peluso Arle, Centro Universitário Claretiano de Rio Claro

    Médico - Centro Universitário Claretiano de Rio Claro (CEUCLAR).

  • Débora Baggio Carrocci, Centro Universitário Claretiano Rio Claro

    Médica - Centro Universitário Claretiano Rio Claro (CEUCLAR).

  • Letícia Imaculada de Oliveira, Universidade Federal de Lavras

    Médica - Universidade Federal de Lavras (UFLA).

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Publicado

2026-10-26

Como Citar

Franco, L. M., Alves Filho, A. B. M., Arle, P. P., Carrocci, D. B., & Oliveira, L. I. de. (2026). ENXAQUECA VESTIBULAR X DOENÇA DE MENIÉRE. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, 12(10), 1-14. https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.31335