SÍNDROME DA APNEIA OBSTRUTIVA DO SONO EM MULHERES HIPERTENSAS

Autores/as

  • Laura Marques Franco Centro Universitário Fametro
  • Débora Baggio Carrocci Centro Universitário Claretiano Rio Claro
  • Iago Alvares Cordeiro Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde de Juiz de Fora
  • Sarah Silveira Amorim Evangelista Faculdade Atenas – Campus Passos
  • Andressa Corradi Sousa Teixeira Universidade de Itaúna

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.31336

Palabras clave:

Apneia obstrutiva do sono, Hipertensão arterial, Mulheres, Saúde cardiovascular, Pressão arterial

Resumen

Introdução: A síndrome da apneia obstrutiva do sono (SAOS) caracterizou-se por episódios recorrentes de obstrução parcial ou completa das vias aéreas superiores durante o sono, provocando interrupções respiratórias, hipóxia intermitente, fragmentação do sono e ativação persistente do sistema nervoso simpático. Em mulheres hipertensas, essa condição apresentou relevância clínica devido à associação entre alterações respiratórias noturnas, disfunção endotelial, inflamação sistêmica e aumento da resistência vascular. As manifestações femininas frequentemente incluíram fadiga, insônia, cefaleia matinal, alterações de humor e sonolência diurna, embora nem sempre tenham sido reconhecidas como sinais de apneia. As mudanças hormonais relacionadas à menopausa também foram consideradas fatores associados ao aumento da vulnerabilidade, enquanto a coexistência de obesidade e hipertensão ampliou a complexidade do quadro cardiovascular. Objetivo: Analisar as evidências científicas sobre a relação entre a SAOS e a hipertensão arterial em mulheres, considerando os mecanismos fisiopatológicos, as manifestações clínicas, os métodos diagnósticos e as possibilidades terapêuticas. Metodologia: A revisão sistemática foi estruturada com base nas recomendações do checklist PRISMA. Foram consideradas as bases PubMed, SciELO e Web of Science, com artigos científicos publicados nos últimos dez anos. Utilizaram-se cinco descritores: “apneia obstrutiva do sono”, “hipertensão arterial”, “mulheres”, “saúde cardiovascular” e “pressão arterial”. Foram incluídos estudos originais e revisões científicas pertinentes ao tema, disponíveis integralmente e publicados em português, inglês ou espanhol. Excluíram-se estudos duplicados, publicações sem relação direta com a população feminina hipertensa e trabalhos sem texto completo ou dados relevantes. A quantidade de estudos selecionados e os resultados da triagem dependeram da execução documentada das buscas. Resultados: As evidências científicas associaram a SAOS ao pior controle pressórico, à hipertensão resistente e ao aumento do risco cardiovascular. A hipóxia intermitente e a hiperatividade simpática favoreceram a elevação da pressão arterial, enquanto a inflamação e o estresse oxidativo contribuíram para a disfunção vascular. A menor identificação dos sintomas em mulheres dificultou o diagnóstico oportuno. Conclusão: A SAOS representou uma condição clinicamente relevante em mulheres hipertensas, exigindo investigação dos sintomas noturnos e diurnos, diagnóstico adequado e acompanhamento integrado. A identificação precoce e o tratamento individualizado favoreceram o manejo cardiovascular, embora a magnitude dos benefícios terapêuticos tenha dependido da adesão, da gravidade da apneia e das comorbidades.

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Biografía del autor/a

  • Laura Marques Franco, Centro Universitário Fametro

    Médica, Centro Universitário Fametro.

  • Débora Baggio Carrocci, Centro Universitário Claretiano Rio Claro

    Médica, Centro Universitário Claretiano Rio Claro (CEUCLAR).

  • Iago Alvares Cordeiro, Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde de Juiz de Fora

    Médico, Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde de Juiz de Fora (Suprema) / Hospital e Maternidade Terezinha de Jesus (HMTJ).

  • Sarah Silveira Amorim Evangelista, Faculdade Atenas – Campus Passos

    Acadêmica de Medicina, Faculdade Atenas – Campus Passos (FAP).

  • Andressa Corradi Sousa Teixeira, Universidade de Itaúna

    Médica, Universidade de Itaúna (UIT).

Publicado

2026-10-20

Cómo citar

Franco, L. M., Carrocci, D. B., Cordeiro, I. A., Evangelista, S. S. A., & Teixeira, A. C. S. (2026). SÍNDROME DA APNEIA OBSTRUTIVA DO SONO EM MULHERES HIPERTENSAS. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, 12(10), 1-16. https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.31336

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