A IMPORTÂNCIA DA SUPLEMENTAÇÃO DE MAGNÉSIO NO CONTROLE DA HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA E DA APNEIA OBSTRUTIVA DO SONO: AVALIAÇÃO DE DOSE E TEMPO DE INTERVENÇÃO
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i6.25963Palavras-chave:
Magnésio. Hipertensão arterial sistêmica. Apneia obstrutiva do sono. Suplementação mineral. Revisão sistemática.Resumo
A hipertensão arterial sistêmica (HAS) e a apneia obstrutiva do sono (AOS) compartilham mecanismos fisiopatológicos relacionados a disfunção endotelial, ativação simpática, inflamação e maior risco cardiovascular. O magnésio, por atuar no antagonismo do cálcio intracelular, na regulação do tônus vascular e na homeostase metabólica, tem sido investigado como adjuvante no controle pressórico e na modulação do risco cardiometabólico associado à AOS. Este manuscrito teve por objetivo analisar criticamente as evidências disponíveis sobre a suplementação oral de magnésio em adultos com HAS, com ou sem AOS, com ênfase em dose e duração da intervenção. Foi realizada revisão crítica com busca estruturada nas bases PubMed/MEDLINE, SciELO e LILACS/BVS, complementada por consulta ao MSD Manuals para contextualização clínica. As evidências mais consistentes provêm de ensaios clínicos randomizados e de meta-análises previamente publicadas, que sugerem redução modesta, porém clinicamente relevante em nível populacional, da pressão arterial sistólica e diastólica, sobretudo em protocolos com magnésio elementar em torno de 300 a 450 mg/dia por pelo menos 8 semanas e em indivíduos com maior risco cardiometabólico ou depleção basal do mineral. No contexto da AOS, a literatura atual mostra associação entre menores níveis séricos de magnésio e maior gravidade da doença ou pior perfil inflamatório, mas ainda não demonstra, de forma robusta, redução direta do índice de apneia-hipopneia por suplementação isolada. Conclui-se que o magnésio pode ser considerado estratégia adjuvante no manejo cardiometabólico, sem substituir as terapias estabelecidas para HAS e AOS.
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