RELAÇÃO ENTRE À COVID-19 E O AUMENTO DOS CASOS DE TRANSTORNO DE ANSIEDADE E DEPRESSÃO NA POPULAÇÃO BRASILEIRA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.31030Palavras-chave:
Ansiedade, COVID-19, Depressão, Isolamento socialResumo
Introdução: A pandemia de COVID-19 representou um dos maiores desafios sanitários do século XXI, desencadeando uma crise global devido à sua alta taxa de transmissibilidade. Para conter a disseminação do vírus e minimizar os danos à saúde pública, medidas rigorosas foram adotadas, incluindo o distanciamento social que - embora essencial para o controle da pandemia - resultou em impactos significativos na saúde mental da população, contribuindo para o aumento da prevalência de transtornos de ansiedade e depressão. Objetivos: Observar a relação entre a pandemia de COVID - 19 e os casos de transtornos de ansiedade e depressão na população brasileira. Materiais e métodos: Foi realizada uma busca de evidências em artigos científicos disponibilizados dados Scientific Electronic Library Online (SciELO), Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e Google Acadêmico. Além disso, foram utilizados dados abrangendo todo o território brasileiro no período entre 2019 e 2023, obtidos no site DATASUS na aba de Morbidade Hospitalar do SUS (SIH/SUS). Resultados: Entre 2019 e 2023, houve uma queda acentuada em 2020, ano marcado pela pandemia de COVID-19, o que pode ser explicado pela subnotificação dos casos. O número de internações passou de 59.140 em 2019 para 49.808 em 2020. A partir de 2021, observou-se uma recuperação progressiva, com um pico de 64.752 internações em 2023. A faixa etária de 30 a 49 anos concentrou o maior número de casos ao longo do período, com média de 24.069,4 internações, enquanto a população de 70 a 80 ou mais anos apresentou os menores índices (média de 1.468,4). O impacto da pandemia é evidenciado pela distribuição percentual anual: queda para 18% em 2020 e 2021, e aumento para 23% em 2023. Conclusão: Portanto, este estudo analisou os impactos da pandemia de COVID-19 na saúde física e mental da população, evidenciando que o isolamento social e as mudanças abruptas no estilo de vida aumentaram emoções negativas, transtornos de ansiedade e depressão. Além dos efeitos psicológicos, foram observadas alterações fisiológicas, como sedentarismo e mudanças nos hábitos alimentares, agravadas pelo distanciamento. Desse modo, o estudo destaca a importância da psicologia e de outras intervenções terapêuticas, bem como a necessidade de ações conjuntas entre profissionais de saúde e políticas públicas para mitigar os danos e prevenir novos transtornos psicológicos no futuro.
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