USO DE BENZODIAZEPÍNICOS EM PACIENTES COM APNEIA OBSTRUTIVA DO SONO: REPERCUSSÕES FISIOPATOLÓGICAS E IMPLICAÇÕES CLÍNICAS — REVISÃO INTEGRATIVA

Autores

  • Luiza Nascimento Pereira Faculdade de Minas
  • Luíza Santos Araújo Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais image/svg+xml
  • Hanna Bretas Cortes Amaral Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais image/svg+xml
  • Helena Rodrigues Haddad Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais image/svg+xml
  • Flávia Kfuri Bicalho Lopes Centro Universitário de belo Horizonte image/svg+xml
  • Raissiane Vieira da Silva Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais image/svg+xml
  • Geissiane Vieira da Silva e Castro Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais image/svg+xml
  • Luísa Vilela de Oliveira Carvalho Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais image/svg+xml
  • Luiz Felipe Pereira Rocha Universidad Central image/svg+xml
  • João Paulo Borges de Oliveira Universidade Federal de Goiás image/svg+xml
  • João Gomes de Carvalho Neto Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais image/svg+xml
  • Ana Clara Rodrigues Diniz Universidade Federal de Goiás image/svg+xml

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.30979

Palavras-chave:

Apneia Obstrutiva do Sono, Benzodiazepinas, Insuficiência Respiratória

Resumo

A apneia obstrutiva do sono (AOS) é caracterizada por episódios recorrentes de obstrução das vias aéreas superiores durante o sono, associados a alterações da oxigenação e despertares recorrentes. O uso de benzodiazepínicos nessa população permanece controverso devido aos possíveis efeitos sobre o controle ventilatório, o limiar respiratório de despertar e a permeabilidade das vias aéreas superiores. Este estudo teve como objetivo analisar as repercussões fisiopatológicas e as implicações clínicas do uso de benzodiazepínicos em pacientes com AOS. Foi realizada uma revisão integrativa da literatura, com busca nas bases PubMed/MEDLINE, LILACS, SciELO e Google Scholar, incluindo estudos relacionados aos efeitos respiratórios e polissonográficos dos benzodiazepínicos. Os estudos analisados apresentaram resultados heterogêneos. Nitrazepam e temazepam não demonstraram piora consistente do índice de apneia-hipopneia ou de outros parâmetros respiratórios nas populações avaliadas. Em contrapartida, o triazolam esteve associado ao aumento do limiar respiratório de despertar, maior duração dos eventos respiratórios e redução do nadir da saturação de oxigênio. Estudos envolvendo flurazepam também identificaram aumento dos eventos respiratórios e da dessaturação durante o sono. Adicionalmente, evidências observacionais demonstraram associação entre o uso de benzodiazepínicos e eventos respiratórios adversos, incluindo insuficiência respiratória aguda. Conclui-se que os efeitos dos benzodiazepínicos na AOS não são uniformes e que a ausência de aumento significativo do índice de apneia-hipopneia não exclui outras repercussões respiratórias. A avaliação clínica deve considerar o medicamento utilizado, a dose, a gravidade da AOS e outros parâmetros respiratórios.

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Biografia do Autor

  • Luiza Nascimento Pereira, Faculdade de Minas

    Graduanda em Medicina, Faculdade de Minas (FAMINAS), Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil.

  • Luíza Santos Araújo, Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais

    Graduanda em Medicina, Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), Betim, Minas Gerais, Brasil.

  • Hanna Bretas Cortes Amaral, Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais

    Graduanda em Medicina, Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas) – Campus Betim Betim, Minas Gerais, Brasi.

  • Helena Rodrigues Haddad, Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais

    Graduanda em Medicina, Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais (FCMMG), Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil.

  • Flávia Kfuri Bicalho Lopes, Centro Universitário de belo Horizonte

    Graduanda em Medicina, Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil.

  • Raissiane Vieira da Silva, Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais

    Graduanda em Medicina, Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), Betim, Minas Gerais, Brasil.

  • Geissiane Vieira da Silva e Castro, Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais

    Graduanda em Medicina, Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), Betim, Minas Gerais, Brasil.

  • Luísa Vilela de Oliveira Carvalho, Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais

    Graduada em Medicina, Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais (FCMMG), Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil.

  • Luiz Felipe Pereira Rocha, Universidad Central

    Graduado em Medicina. Universidad Central (UNICEN), Cochabamba, Bolívia.

  • João Paulo Borges de Oliveira, Universidade Federal de Goiás

    Graduando em Medicina, Universidade Federal de Goiás (UFG), Goiânia, Goiás, Brasil.

  • João Gomes de Carvalho Neto, Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais

    Graduando em Medicina, Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais (FCMMG), Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil.

  • Ana Clara Rodrigues Diniz, Universidade Federal de Goiás

    Graduada em Medicina, Universidade Federal de Goiás (UFG), Goiânia, Goiás, Brasil.

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Publicado

2026-10-19

Como Citar

Pereira, L. N., Araújo, L. S., Amaral, H. B. C., Haddad, H. R., Lopes, F. K. B., Silva, R. V. da, Castro, G. V. da S. e, Carvalho, L. V. de O., Rocha, L. F. P., Oliveira, J. P. B. de, Carvalho Neto, J. G. de, & Diniz, A. C. R. (2026). USO DE BENZODIAZEPÍNICOS EM PACIENTES COM APNEIA OBSTRUTIVA DO SONO: REPERCUSSÕES FISIOPATOLÓGICAS E IMPLICAÇÕES CLÍNICAS — REVISÃO INTEGRATIVA. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, 12(10), 1-13. https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.30979