MENOPAUSA PRECOCE E DOENÇA DE ALZHEIMER: IMPLICAÇÕES PARA O DIAGNÓSTICO CLÍNICO E PREVENÇÃO DA DEMÊNCIA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.30954Palavras-chave:
Menopausa Precoce, Doença de Alzheimer, Estrogênios, Disfunção CognitivaResumo
A Doença de Alzheimer (DA) afeta desproporcionalmente as mulheres, sendo a menopausa precoce um possível fator de aceleração da neurodegeneração devido à perda prematura do estradiol (E2), hormônio essencial para a homeostase cerebral e sináptica. Esta revisão integrativa objetivou investigar o impacto da menopausa precoce na aceleração neurodegenerativa associada ao risco de desenvolvimento da DA em mulheres. Trata-se de uma revisão integrativa pautada nas diretrizes do protocolo PRISMA. A busca foi conduzida com os descritores "Early menopause" e "Alzheimer Disease" (operador AND) para artigos originais de 2021 a 2026, em inglês e português. Dos 166 estudos identificados, 5 eram duplicados; após triagem e critérios de elegibilidade, excluíram-se 45 revisões e 12 artigos desalinhados, selecionando-se 11 estudos originais para a síntese final. Os estudos demonstraram que a redução antecipada do E2 compromete a barreira hematoencefálica, desencadeia neuroinflamação e reduz a neurogênese no hipocampo. Isso cria uma janela de vulnerabilidade que proporciona o acúmulo de placas beta-amiloides e o colapso da proteína tau, acelerando a perda sináptica. Conclui-se que a história reprodutiva feminina pode constituir um marcador clínico para o risco da DA. Diagnósticos e estratégias de intervenção precoce são essenciais para mitigar danos cognitivos e garantir qualidade de vida às mulheres.
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