HIPERTENSÃO ARTERIAL EM UBERLÂNDIA: DETERMINANTES SOCIAIS E LIMITES DAS POLÍTICAS PÚBLICAS NO PLANO MUNICIPAL DE SAÚDE 2022-2025
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.30934Palavras-chave:
Hipertensão Arterial Sistêmica, Determinantes sociais da saúde, Políticas públicas de saúdeResumo
Este estudo teve como objetivo analisar as estratégias do município de Uberlândia (MG) para o enfrentamento da Hipertensão Arterial Sistêmica, com base no Plano Municipal de Saúde 2022–2025 e em suas características epidemiológicas e sociais. Trata-se de pesquisa documental, qualitativa, descritiva e exploratória, realizada mediante análise do referido plano, triangulada com literatura científica publicada entre 2020 e 2025 e documentos oficiais. Os resultados indicaram que a hipertensão não é tratada como prioridade no planejamento municipal, permanecendo inserida de forma genérica nas ações voltadas às doenças crônicas não transmissíveis. Embora o plano contemple fortalecimento da Atenção Primária à Saúde, rastreamento e acompanhamento clínico, predominam ações assistenciais, com limitada incorporação dos determinantes sociais, ausência de indicadores desagregados por raça/cor e reduzida articulação intersetorial. Conclui-se que o planejamento municipal reconhece vulnerabilidades sociais, mas as traduz de forma insuficiente em ações estruturadas para o enfrentamento da hipertensão.
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