DESIGUALDADES RACIAIS E EDUCACIONAIS NA MORTALIDADE POR HIPERTENSÃO ARTERIAL NO BRASIL: ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA COM DADOS DO DATASUS
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i5.26922Palavras-chave:
Hipertensão arterial. Mortalidade. Desigualdades sociodemográficas.Resumo
A hipertensão arterial sistêmica constitui importante problema de saúde pública, associada a elevada morbimortalidade e fortemente influenciada por determinantes sociais da saúde. Este estudo teve como objetivo analisar as desigualdades raciais e educacionais na mortalidade por hipertensão arterial no Brasil, no período de 2015 a 2024. Trata-se de um estudo ecológico, observacional, retrospectivo, descritivo e de abordagem quantitativa, realizado com dados secundários do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM/DATASUS). Foram incluídos os óbitos por residência cuja causa básica foi classificada como hipertensão essencial, segundo a CID-10, analisando-se as variáveis cor/raça e escolaridade. No período estudado, foram registrados 313.603 óbitos por hipertensão arterial no país. Houve predomínio de óbitos entre indivíduos brancos (46,50%), seguidos por pardos (39,27%) e pretos (11,19%). Quanto à escolaridade, observou-se maior frequência de óbitos entre indivíduos sem escolaridade (25,85%), com 1 a 3 anos de estudo (23,42%) e com 4 a 7 anos (20,28%). Os achados evidenciam desigualdades sociodemográficas relevantes na mortalidade por hipertensão, reforçando a necessidade de políticas públicas voltadas à equidade, ao diagnóstico precoce e ao cuidado longitudinal.
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