FATORES CARDIOVASCULARES E RISCO DE ANEURISMA CEREBRAL EM ADULTOS
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.28386Palavras-chave:
Aneurisma Cerebral. Fatores Cardiovasculares. Hipertensão Arterial. Aterosclerose. Saúde Cardiovascular.Resumo
O aneurisma cerebral caracteriza-se por uma dilatação anormal das artérias intracranianas, frequentemente assintomática, mas associada a elevado risco de morbimortalidade quando ocorre sua ruptura, especialmente em casos de hemorragia subaracnóidea. Nesse contexto, fatores cardiovasculares têm sido amplamente relacionados à formação e à progressão dessas lesões, embora a compreensão integrada de sua atuação ainda represente um desafio para a literatura científica. Diante disso, o presente estudo teve como objetivo analisar a associação entre fatores cardiovasculares e o risco de desenvolvimento de aneurismas cerebrais em adultos. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, de abordagem qualitativa, realizada nas bases de dados LILACS, SciELO e Google Acadêmico. Para a busca dos estudos, foram utilizados descritores em português e inglês, combinados por meio de operadores booleanos, considerando publicações entre 2019 e 2025. Após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, 15 estudos compuseram a amostra final. Os resultados evidenciaram que o desenvolvimento e a ruptura dos aneurismas cerebrais estão associados à interação complexa de fatores hemodinâmicos, inflamatórios e estruturais. Entre os principais fatores modificáveis, destacam-se a hipertensão arterial sistêmica e o tabagismo, que contribuem para o aumento do estresse hemodinâmico e para a disfunção endotelial. Além disso, condições como aterosclerose, dislipidemias e envelhecimento vascular favorecem a fragilidade da parede arterial, enquanto fatores comportamentais, como sedentarismo e consumo de álcool, ampliam indiretamente o risco. A análise também demonstrou que esses fatores atuam de forma interdependente, tornando insuficiente sua compreensão isolada. Conclui-se que os aneurismas cerebrais resultam de um processo multifatorial e dinâmico, no qual fatores cardiovasculares, comportamentais e biológicos interagem de maneira complexa. Dessa forma, as estratégias preventivas devem priorizar abordagens integradas, direcionadas ao controle dos fatores de risco e à promoção da saúde cardiovascular. Ademais, destaca-se a necessidade de estudos futuros que aprofundem a compreensão das interações entre esses determinantes, contribuindo para o aprimoramento das práticas clínicas e para a redução dos impactos dessa condição sobre a saúde pública.
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