DESIGUALDADES EDUCACIONAIS E POBREZA NA AMAZÔNIA: PERMANÊNCIAS HISTÓRICAS E DESAFIOS DO NOVO PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO À LUZ DE PIERRE BOURDIEU
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.30835Palavras-chave:
Desigualdades educacionais. Pobreza. Amazônia. Pierre Bourdieu, Plano Nacional de EducaçãoResumo
Este artigo analisa as desigualdades educacionais e a pobreza na Amazônia brasileira, articulando permanências históricas, desigualdades territoriais e culturais e os desafios do planejamento educacional contemporâneo. O objetivo é compreender como condições materiais de pobreza, distâncias, infraestrutura, trabalho familiar e desigual valorização dos capitais culturais interferem no acesso, na permanência e na aprendizagem, bem como discutir em que medida o novo Plano Nacional de Educação (PNE), instituído pela Lei nº 15.388/2026, oferece instrumentos para o enfrentamento dessas desigualdades. Trata-se de pesquisa qualitativa, bibliográfica e documental, com análise de registros de Antônio Gonçalves Dias sobre a instrução pública no rio Solimões, documentos do PNE 2014–2024, dados do Inep e do IBGE e literatura recente sobre juventudes e populações ribeirinhas amazônicas. O referencial teórico principal é Pierre Bourdieu, em diálogo com Jean-Claude Passeron, mobilizando os conceitos de capital cultural, habitus, violência simbólica e reprodução social. Os resultados indicam que a ampliação formal do acesso não elimina desigualdades de permanência e aprendizagem. Conclui-se que o novo PNE avança ao explicitar desigualdades regionais, territoriais e socioeconômicas, mas sua efetividade dependerá de políticas territorializadas, financiamento adequado e reconhecimento dos saberes e modos de vida amazônicos.
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