MARCAS DEMARCADAS: ESTILO SOB SUSPEITA – ESTIGMATIZAÇÃO ESTÉTICA E SELETIVIDADE PENAL NA JUVENTUDE PERIFÉRICA DE SALVADOR
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.30679Palavras-chave:
estética periférica, racismo estrutural, estigmatizaçãoResumo
O texto analisa o racismo estrutural e as assimetrias socioeconômicas expressas por meio da indumentária e da aparência da juventude em territórios periféricos de Salvador, Bahia. O escopo da investigação centraliza-se nos processos de estigmatização e criminalização da cultura e da estética urbana marginalizada, perscrutando os desdobramentos do racismo sistêmico e da violência institucional sobre a população negra juvenil. Objetiva-se problematizar o preconceito estético e discutir os impactos psicossociais e de segurança decorrentes do perfilamento racial associado ao consumo de marcas de vestuário específicas. O percurso metodológico ancora-se em uma abordagem qualitativa e analítica, fundamentada na observação sistemática do cotidiano soteropolitano, no exame de regionalismos linguísticos e na proposição de um plano de ação empírico pautado na educação popular e no midiativismo. Os resultados evidenciam uma dualidade identitária perversa, em que vestimentas propulsoras de pertencimento comunitário são convertidas, sob o viés das elites, em critérios de suspeição criminal e seletividade policial. Como implicações práticas, denota-se a premência de estruturação de redes de amparo jurídico e de ressignificação artística da moda de rua. A originalidade e a contribuição precípua deste estudo residem na articulação teórica entre a sociologia do crime, a herança colonial da diáspora africana e a análise empírica da seletividade penal no cenário urbano soteropolitano.
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