O CONTROLE DE CONVENCIONALIDADE NO DIREITO ELEITORAL: A TENSÃO ENTRE A JURISPRUDÊNCIA DA CORTE INTERAMERICANA DE DIREITOS HUMANOS E OS REGIMES NACIONAIS DE INELEGIBILIDADE

Autores

  • Luiz Octavio de Andrade Torno Must University
  • Flávia Dorotéa Pascoa Must University
  • Angelica Karina Antunes da Silva Must University
  • Jadson Maia dos Santos Must University
  • Fernando Pinheiro Cavini Must University
  • Larissa Lacerda Tronconi Gundim Must University
  • Maurilio Bezerra de Morais Neto Must University
  • Priscila Keller da Mata de Jesus Must University

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.30513

Palavras-chave:

Controle de Convencionalidade. Direito Eleitoral Internacional. Direitos Políticos.

Resumo

O presente artigo analisa a incidência dogmática e jurisprudencial do controle de convencionalidade no âmbito do Direito Eleitoral, debruçando-se sobre a aparente antinomia entre o regime de inelegibilidades e restrições à capacidade eleitoral passiva no ordenamento jurídico brasileiro — delineado a partir da Constituição de 1988, da Lei Complementar nº 64/1990 e das inovações trazidas pela Lei Complementar nº 135/2010 (Lei da Ficha Limpa) — e as diretrizes do artigo 23, item 2, da Convenção Americana sobre Direitos Humanos (Pacto de São José da Costa Rica), sob a ótica interpretativa fixada pela Corte Interamericana de Direitos Humanos (Corte IDH). O problema central consiste em investigar em que medida as causas de inelegibilidade fundadas em condenações por órgãos judiciais colegiados sem trânsito em julgado penal e em desaprovações de contas por tribunais administrativos vulneram a exigência convencional taxativa de condenação por juiz competente em processo penal. A pesquisa, de natureza qualitativa e abordagem hipotético-dedutiva, vale-se do procedimento bibliográfico-documental, contrastando o stare decisis interamericano (YATAMA vs. Nicarágua, Castañeda Gutman vs. México, López Mendoza vs. Venezuela e Petro Urrego vs. Colômbia) com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (ADCs 29 e 30, ADI 4578 e RE 637.485) e do Tribunal Superior Eleitoral. Conclui-se que a superação desse conflito exige a superação de leituras meramente formalistas por meio do diálogo jurisdicional multinível, articulando a margem de apreciação nacional e os compromissos internacionais anticorrupção (Convenção de Mérida) com a salvaguarda inegociável do devido processo legal e do princípio pro persona.

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Biografia do Autor

  • Luiz Octavio de Andrade Torno, Must University

    Mestrando em Estudos Jurídicos com Ênfase em Direito Internacional, MUST University (MUST), Flórida, Estados Unidos.

  • Flávia Dorotéa Pascoa, Must University

    Mestranda em Estudos Jurídicos com Ênfase em Direito Internacional, MUST University (MUST), Flórida, Estados Unidos.

  • Angelica Karina Antunes da Silva, Must University

    Mestranda em Estudos Jurídicos com Ênfase em Direito Internacional, MUST University (MUST), Flórida, Estados Unidos.

  • Jadson Maia dos Santos , Must University

    Mestrando em Estudos Jurídicos com Ênfase em Direito Internacional, MUST University (MUST), Flórida, Estados Unidos.

  • Fernando Pinheiro Cavini, Must University

    Mestrando em Estudos Jurídicos com Ênfase em Direito Internacional, MUST University (MUST), Flórida, Estados Unidos.

  • Larissa Lacerda Tronconi Gundim, Must University

    Mestranda em Estudos Jurídicos com Ênfase em Direito Internacional, MUST University (MUST), Flórida, Estados Unidos.

  • Maurilio Bezerra de Morais Neto, Must University

    Mestrando em Estudos Jurídicos com Ênfase em Direito Internacional, MUST University (MUST), Flórida, Estados Unidos.

  • Priscila Keller da Mata de Jesus, Must University

    Mestranda em Tecnologias Emergentes na Educação, MUST University (MUST), Flórida, Estados Unidos.

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Publicado

2026-09-21

Como Citar

Torno, L. O. de A., Pascoa, F. D., Silva, A. K. A. da, Santos , J. M. dos, Cavini, F. P., Gundim, L. L. T., Morais Neto, M. B. de, & Jesus, P. K. da M. de. (2026). O CONTROLE DE CONVENCIONALIDADE NO DIREITO ELEITORAL: A TENSÃO ENTRE A JURISPRUDÊNCIA DA CORTE INTERAMERICANA DE DIREITOS HUMANOS E OS REGIMES NACIONAIS DE INELEGIBILIDADE. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, 12(9), 1-15. https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.30513