A ATUAÇÃO DA ENFERMAGEM NO ACOMPANHAMENTO E CONTROLE DO DIABETES MELLITUS GESTACIONAL DURANTE O PRÉ-NATAL NA ATENÇÃO BÁSICA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.30480Palavras-chave:
Diabetes Gestacional, Cuidados de Enfermagem, Autogestão, Saúde da MulherResumo
Este artigo buscou sintetizar e analisar as evidências disponíveis na literatura sobre a atuação e as intervenções da enfermagem no cuidado a mulheres com diabetes mellitus gestacional e seus impactos nos desfechos clínicos maternos, neonatais e na autogestão da doença. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, conduzida na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), incluindo estudos publicados entre 2021 e 2025. Foram analisados 12 artigos que atenderam aos critérios de inclusão. Os resultados evidenciaram que modelos estruturados de cuidado de enfermagem, como os baseados na teoria da autotranscendência, na percepção de risco e em objetivos diversificados, apresentam eficácia superior aos cuidados rotineiros, promovendo melhor controle glicêmico, aumento da autoeficácia, redução de complicações maternas e neonatais e melhora na qualidade de vida. Identificou-se, contudo, lacunas no conhecimento dos profissionais de enfermagem sobre o manejo do DMG e barreiras na comunicação de benefícios específicos, como os da amamentação para prevenção de diabetes tipo 2. Conclui-se que intervenções de enfermagem estruturadas e centradas na paciente são fundamentais para a melhoria dos desfechos clínicos, sendo necessários investimentos em educação permanente e pesquisas que avaliem estratégias de implementação dessas intervenções na prática clínica.
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