CONTRIBUIÇÕES DO ENFERMEIRO NO EMPODERAMENTO FEMININO PARA A REDUÇÃO DA VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v4i01.28115Palavras-chave:
Violência Obstétrica. Enfermeiro Obstétrico. Cuidado Humanizado. Empoderamento do Paciente.Resumo
A violência obstétrica representa grave problema de saúde pública, envolvendo práticas abusivas que comprometem a saúde física e emocional das mulheres. O empoderamento feminino destaca-se como estratégia fundamental para o fortalecimento da autonomia e a prevenção dessas situações. Nesse contexto, a enfermagem exerce papel essencial na promoção do cuidado humanizado, acolhimento, educação em saúde e defesa dos direitos reprodutivos durante o ciclo gravídico-puerperal. Objetivou-se analisar a atuação do enfermeiro no empoderamento feminino, identificando violências obstétricas e práticas promotoras do protagonismo gestacional humanizado. Trata-se de revisão bibliográfica que utilizou artigos publicados entre 2020 e 2025, pesquisados nas bases SciELO, LILACS e Google Acadêmico, abordando violência obstétrica, cuidado humanizado, empoderamento feminino e atuação do enfermeiro obstétrico. A violência obstétrica envolve agressões verbais, físicas, negligência e procedimentos realizados sem consentimento, causando impactos emocionais como ansiedade, depressão pós-parto e estresse traumático. Nesse contexto, o enfermeiro desempenha papel fundamental na promoção do parto humanizado, oferecendo acolhimento, escuta ativa, apoio emocional e informações claras à gestante. Além disso, atua na defesa da autonomia feminina, no incentivo ao protagonismo da mulher e na prevenção de práticas abusivas, contribuindo para uma assistência ética, segura, respeitosa e centrada nas necessidades da parturiente durante o ciclo gravídico-puerperal. Conclui-se que a violência obstétrica permanece como um relevante problema de saúde pública, causando impactos físicos, emocionais e psicológicos às mulheres. A promoção do parto humanizado e a atuação da enfermagem, pautada no acolhimento, no respeito à autonomia e na defesa dos direitos, são essenciais para uma assistência segura, ética e humanizada.
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