RELAÇÃO ENTRE O ÍNDICE DE CHOQUE DIASTÓLICO E OS NÍVEIS SÉRICOS DE LACTATO À ENTRADA NA UTI, NO PERÍODO PÓS-OPERATÓRIO IMEDIATO DE CIRURGIA CARDÍACA ELETIVA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.30456Palavras-chave:
Índice de choque diastólico. Lactato. Cirurgia cardíaca. Período pós-operatório.Resumo
Esse artigo buscou avaliar a associação entre o Índice de Choque Diastólico (ICD) e os níveis séricos de lactato na admissão à unidade de terapia intensiva (UTI) em pacientes submetidos à cirurgia cardíaca eletiva com circulação extracorpórea. Trata-se de um estudo observacional retrospectivo que incluiu 153 pacientes adultos admitidos na UTI de um hospital terciário brasileiro, entre janeiro de 2022 e outubro de 2025. O ICD foi calculado pela razão entre frequência cardíaca e pressão arterial diastólica, enquanto os níveis séricos de lactato foram analisados na admissão à UTI no período pós-operatório. Observou-se correlação positiva significativa entre ICD e lactato (r = 0,34; p < 0,001). Pacientes que evoluíram a óbito apresentaram níveis mais elevados de lactato e ICD em comparação aos sobreviventes. Ambos os marcadores também apresentaram correlação positiva com o tempo de permanência na UTI, enquanto o ICD se correlacionou positivamente com a dose de norepinefrina. Após ajuste para idade e sexo, o lactato permaneceu independentemente associado à mortalidade na UTI (OR 1,35; IC95% 1,06–1,72; p = 0,02). Conclui-se que a avaliação conjunta do ICD e do lactato pode contribuir para a identificação precoce de risco no período pós-operatório.
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