REVASCULARIZAÇÃO ABERTA VS. ENDOVASCULAR NA ISQUEMIA CRÍTICA: UMA ANÁLISE COMPARATIVA DE DESFECHOS E PREDITORES DE FALHA TERAPÊUTICA – ESTUDO DE COORTE RETROSPECTIVO
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.30585Palavras-chave:
Doença Arterial Periférica. Procedimentos Endovasculares. Revascularização Cirúrgica. Amputação.Resumo
Este artigo buscou comparar os desfechos clínicos e de salvamento de membro entre a cirurgia aberta e a terapia endovascular em pacientes com doença arterial obstrutiva periférica (DAOP), além de identificar potenciais preditores de falha terapêutica. Trata-se de um estudo de coorte retrospectivo, unicêntrico, que analisou 140 pacientes com DAOP submetidos à revascularização (cirurgia aberta n=24 vs. terapia endovascular n=116) entre 2015 e 2025. Pacientes submetidos à terapia de revascularização aberta e à terapia endovascular apresentaram desfechos clínicos e de salvamento de membro sem diferença estatisticamente significativa (p=0,374). As taxas de MALE (p=0,377) e de amputação maior isolada (p=0,165) também foram semelhantes entre os grupos. No entanto, a análise dos preditores de falha terapêutica demonstrou que a gravidade clínica da apresentação, graduada pela escala de Rutherford (p<0,001), e a presença de Diabetes Mellitus (p=0,002), foram os principais fatores prognósticos, independentemente da técnica empregada. Os achados sugerem que o perfil clínico-metabólico do paciente (gravidade da isquemia e DM) foi o determinante crucial para o prognóstico, mais do que a escolha da técnica cirúrgica isoladamente.
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