MOAGEM DO MILHO À PEDRA EM MOINHOS COLONIAIS: INTERFACES ENTRE CULTURA ALIMENTAR, PROCESSAMENTO E PRESERVAÇÃO DOS SABERES

Autores

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.30366

Palavras-chave:

Milho, Farinha de milho, Cultura alimentar, Moinho colonial, Sistemas alimentares locais

Resumo

Este estudo teve como objetivo compreender os significados atribuídos à moagem do milho à pedra em moinhos coloniais de Ponte Preta e Barão de Cotegipe, no Rio Grande do Sul, discutindo suas relações com a cultura alimentar, o processamento da farinha e a preservação de sistemas alimentares locais. Trata-se de pesquisa qualitativa exploratória, realizada por meio de observação direta em três moinhos coloniais e entrevistas semiestruturadas com dez participantes, sendo três proprietários ou ex-proprietários de moinhos e sete moradores ou ex-moradores da região, com idades entre 55 e 80 anos. Os relatos evidenciaram os moinhos como espaços produtivos, sociais e afetivos, vinculados à agricultura familiar, à imigração europeia e ao preparo cotidiano da polenta. A farinha moída à pedra foi valorizada pela procedência conhecida, granulometria, coloração e sabor, embora a observação de campo tenha identificado degerminação parcial. A polenta destacou-se como preparação associada ao trabalho rural, à saciedade percebida, à memória familiar e à identidade colona. Conclui-se que a moagem à pedra integra um sistema alimentar territorial, articulando alimento, técnica, trabalho, memória, pertencimento e preservação de saberes.

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Biografia do Autor

  • Larissa Lopes Rodrigues, Centro Universitário Adventista de São Paulo

    Bacharela em Gastronomia pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e discente do 6º semestre do curso de graduação em Nutrição do Centro Universitário Adventista de São Paulo (UNASP), São Paulo, SP, Brasil.

  • Mariana Melo Costa, Universidade Federal da Bahia

    Doutoranda e Mestre em Alimentos, Nutrição e Saúde pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Graduada em Gastronomia e em Engenharia Química pela Universidade Federal da Bahia. Professora Assistente II do curso de Gastronomia da UFBA, Salvador, BA, Brasil, e líder do Grupo de Estudos Multiprofissional e Interdisciplinar sobre Alimentação e Sociedade (GEMAS), vinculado ao CNPq. Segunda autora do presente artigo.

  • Sabrina Daniela Lopes Viana, Centro Universitário Adventista de São Paulo

    Mestre em Ciências pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP). Graduada em Nutrição pela Universidade de São Paulo (USP) e licenciada em Ciências Sociais pela FMU. Possui pós-graduações em Gênero e Sexualidade pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Nutrição Humana Aplicada e Terapia Nutricional pelo Insira Educacional, Comportamento Alimentar pelo Instituto de Pesquisas, Ensino e Gestão em Saúde (IPGS) e Ensino de Filosofia no Ensino Médio pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Atualmente é pós-graduanda em História Geral pela Faculdade Focus. Atua como docente do curso de graduação em Nutrição do Centro Universitário Adventista de São Paulo (UNASP) e do curso técnico em Nutrição e Dietética do SENAC São Paulo, São Paulo, SP, Brasil. Terceira autora e orientadora do presente artigo.

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Publicado

2026-10-06

Como Citar

Rodrigues, L. L., Costa, M. M., & Viana, S. D. L. (2026). MOAGEM DO MILHO À PEDRA EM MOINHOS COLONIAIS: INTERFACES ENTRE CULTURA ALIMENTAR, PROCESSAMENTO E PRESERVAÇÃO DOS SABERES. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, 12(10), 1-20. https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.30366

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