DEPRESSÃO PÓS-PARTO: RASTREAMENTO NO PRÉ-NATAL E DESFECHOS NO DESENVOLVIMENTO DO BEBÊ
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29807Palavras-chave:
Depressão Pós-Parto. Cuidado Pré-Natal. Programas de Rastreamento. Desenvolvimento Infantil. Relações Mãe-Filho.Resumo
A depressão pós-parto frequentemente representa continuidade ou intensificação de sintomas iniciados na gestação, tornando o pré-natal uma oportunidade para reconhecimento e intervenção precoces. Esta revisão narrativa analisou o papel do rastreamento pré-natal na identificação de trajetórias de depressão perinatal e examinou a força das evidências sobre desenvolvimento infantil. Foram consultadas, em 2026, publicações em português, inglês e espanhol indexadas em PubMed/MEDLINE, SciELO e LILACS, além de diretrizes e documentos oficiais. A síntese abordou instrumentos, momentos de aplicação, confirmação diagnóstica, organização da linha de cuidado e desfechos cognitivos, linguísticos, motores e socioemocionais. A Edinburgh Postnatal Depression Scale é o instrumento mais estudado, mas seu desempenho depende do limiar e do contexto, e o resultado positivo exige avaliação clínica. Estudos longitudinais e metanálises sustentam associações mais consistentes com desfechos socioemocionais e comportamentais; para cognição, linguagem e motricidade, os efeitos médios são pequenos e variam conforme a definição da exposição e o método de síntese. Esses achados não autorizam inferência causal simples. Conclui-se que rastrear no pré-natal é justificável quando integrado à avaliação de risco, ao tratamento e ao seguimento materno-infantil.
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