TRABALHADORES COM LONGAS HORAS DE TRABALHO EM AMBIENTES FECHADOS SÃO MAIS VULNERÁVEIS À DEFICIÊNCIA DE VITAMINA D
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.29214Palavras-chave:
Ambiente de trabalho. Exposição ao sol. Consumo de vitamina D.Resumo
Objetiva-se estimar a prevalência de deficiência de vitamina D e fatores biológicos e sociais associados. Trata-se de um estudo do tipo série de casos, com 91 trabalhadores. Os participantes foram categorizados quanto ao regime de trabalho em ambiente fechado, em turnos diurnos alternados (12/36h) e diários (9h e 48 min), e submetidos à coleta de dados, onde foram aplicados dados sociodemográficos e ocupacionais, recordatório alimentar de 24 horas em triplicata e realizados exames bioquímicos. Foi realizada a regressão de Poisson. A prevalência de deficiência de vitamina D foi de 16,5% (n=15). Houve associações significativas entre Vitamina D e tempo de serviço (χ2= 4,50; P= 0,034), regime de trabalho (χ2= 23,60; P= 0,001) e exposição solar ao ir trabalhar (χ2= 6,53; P= 0,011). Na análise de regressão, apenas o regime de trabalho diário diurno permaneceu significativamente associado à deficiência de vitamina D. Indicando que esses trabalhadores tinham 1,33 mais chances de apresentar deficiência (P= 0,001) do que aqueles com regime de trabalho alternado. A prevalência de deficiência de vitamina D é considerada baixa, mas o regime de trabalho diário diurno mostrou-se um fator de risco para a deficiência.
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