PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DAS FRATURAS MAXILOFACIAIS EM UM HOSPITAL REGIONAL DE RONDÔNIA: ESTUDO RETROSPECTIVO DE 10 ANOS
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.29112Palavras-chave:
Fraturas maxilofaciais. Epidemiologia. Acidentes de trânsito.Resumo
Este estudo teve como objetivo analisar o perfil epidemiológico das fraturas maxilofaciais atendidas em um hospital regional de Rondônia ao longo de um período de 10 anos. Trata-se de estudo epidemiológico, retrospectivo, observacional e descritivo, com abordagem quantitativa, realizado por meio da análise de prontuários de pacientes atendidos no Hospital Regional de Cacoal (HRC), entre os anos de 2014 e 2024. Foram analisados 1.150 prontuários, dos quais 803 apresentaram diagnóstico de fraturas maxilofaciais. Observou-se predominância do sexo masculino, correspondendo a 79,20% dos casos, com maior frequência entre indivíduos de 18 a 40 anos (64,13%). Os acidentes de trânsito constituíram a principal etiologia das fraturas maxilofaciais (69,73%). A mandíbula foi a estrutura anatômica mais frequentemente acometida, seguida pelo complexo zigomático-orbitário. Entre as demais etiologias analisadas, manteve-se predominância de fraturas mandibulares, exceto nos acidentes desportivos, nos quais houve maior frequência de acometimento do complexo zigomático-orbitário. Conclui-se que os acidentes de trânsito constituem a principal causa das fraturas maxilofaciais na população estudada, acometendo predominantemente homens jovens em idade economicamente ativa, evidenciando a necessidade de estratégias preventivas voltadas à segurança viária e à redução dos fatores de risco associados.
Downloads
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Categorias
Licença
Atribuição CC BY