EDUCAÇÃO EM SAÚDE E AUTONOMIA DA PESSOA COM DIABETES MELLITUS TIPO 1 E TIPO 2: CONTRIBUIÇÕES DA EQUIPE MULTIPROFISSIONAL

Autores

  • Elis Regina de Oliveira Ferreira
  • Maria de Lourdes Coelho Leite Faculdade Aberta de Tocantins
  • Alissonmedes Fernandes UFPE
  • Luís Domingos Ramos Costa UFMA
  • Adriano Nogueira da Cruz UEMA-CESC
  • Nayane Regina Silva Araújo Universidade Federal de Uberlândia image/svg+xml
  • Christiany Christiny Freitas Andrade UNOPAR
  • Helena Baptista Alves de Oliveira Estácio de Sá
  • Fernanda Balestrin Pastro Harkovtzeff Hospital de Clínicas de Porto Alegre image/svg+xml
  • Carinas Luzyan Nascimento Faturi UFRGS
  • Yasmin de Freitas Dias UFRGS
  • Juliana Lopes de Freitas HCPA
  • Luma Melo Barreto Faculdade Zarns

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.29068

Palavras-chave:

Diabetes Mellitus. Educação em Saúde. Autocuidado. Autonomia Pessoal. Equipe de Assistência ao Paciente.

Resumo

A educação em saúde constitui componente estruturante do cuidado à pessoa com diabetes mellitus, uma vez que a gestão cotidiana da doença ocorre majoritariamente fora dos serviços de saúde. Este estudo teve como objetivo analisar as evidências científicas sobre as contribuições da educação em saúde conduzida pela equipe multiprofissional para a promoção da autonomia, do autocuidado e da adesão terapêutica de pessoas com diabetes mellitus tipo 1 e tipo 2. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, conduzida conforme as seis etapas propostas por Whittemore e Knafl (2005), com relato orientado pelas recomendações do PRISMA 2020 e classificação do nível de evidência segundo o Joanna Briggs Institute. A busca foi realizada nas bases PubMed/MEDLINE, Scopus, Web of Science, Embase, Biblioteca Virtual em Saúde, LILACS e SciELO, com descritores DeCS e MeSH combinados por operadores booleanos, no recorte de 2015 a 2026, nos idiomas português, inglês e espanhol. A questão norteadora foi elaborada pela estratégia PICO. Foram incluídos 12 estudos, conduzidos em oito países, com predomínio de ensaios clínicos randomizados. As intervenções educativas foram lideradas por enfermeiros, nutricionistas, farmacêuticos, agentes comunitários de saúde e líderes pares, isoladamente ou em modelos de equipe. Os efeitos mais consistentes ocorreram sobre autocuidado, autoeficácia, conhecimento e comportamentos de saúde; os efeitos sobre a hemoglobina glicada foram favoráveis, porém heterogêneos em magnitude e duração, com resultados nulos em intervenções de baixa intensidade ou sem suporte continuado. Conclui-se que a educação em saúde promove autonomia quando é estruturada, teoricamente fundamentada, longitudinal e articulada em equipe, ao passo que ações pontuais e unidisciplinares produzem ganhos limitados e não sustentados.

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Biografia do Autor

  • Elis Regina de Oliveira Ferreira

    Pós-Graduação em MBA em Gestão Municipal do SUS, Faculdade de Gestão, Educação e de Saúde. 

  • Maria de Lourdes Coelho Leite, Faculdade Aberta de Tocantins

    Pós-graduação em Saúde Pública e Saúde da Família, Faculdade Aberta de Tocantins – FAT.

  • Alissonmedes Fernandes, UFPE

    Pós-graduação em Atenção Primária, UFPE. 

  • Luís Domingos Ramos Costa, UFMA

    Graduado em Medicina, UFMA. 

  • Adriano Nogueira da Cruz, UEMA-CESC

    Graduado em Enfermagem, UEMA-CESC. 

  • Nayane Regina Silva Araújo, Universidade Federal de Uberlândia

    Mestredo em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador UFU, Universidade Federal de Uberlândia.

  • Christiany Christiny Freitas Andrade, UNOPAR

    Graduanda em Enfermagem, UNOPAR. 

  • Helena Baptista Alves de Oliveira, Estácio de Sá

    Graduanda em Enfermagem, Estácio de Sá. 

  • Fernanda Balestrin Pastro Harkovtzeff, Hospital de Clínicas de Porto Alegre

    Mestrado em ciências Pneumológicas, Hospital de clínicas de Porto Alegre. 

  • Carinas Luzyan Nascimento Faturi, UFRGS

    Pós-graduação em Terapia Intensiva, UFRGS. 

  • Yasmin de Freitas Dias, UFRGS

    Pós-graduação em Terapia Intensiva, UFRGS.

  • Juliana Lopes de Freitas, HCPA

    Pós-graduação em Atenção ao Paciente Crítico, HCPA. 

  • Luma Melo Barreto, Faculdade Zarns

    Graduanda em Medicina, Faculdade Zarns. 

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Publicado

2026-07-28

Como Citar

Ferreira, E. R. de O., Leite, M. de L. C., Fernandes, A., Costa, L. D. R., Cruz, A. N. da, Araújo, N. R. S., Andrade, C. C. F., Oliveira, H. B. A. de, Harkovtzeff, F. B. P., Faturi, C. L. N., Dias, Y. de F., Freitas, J. L. de, & Barreto, L. M. (2026). EDUCAÇÃO EM SAÚDE E AUTONOMIA DA PESSOA COM DIABETES MELLITUS TIPO 1 E TIPO 2: CONTRIBUIÇÕES DA EQUIPE MULTIPROFISSIONAL. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, 12(7), 1-20. https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.29068

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