PREVALÊNCIA DE ANOMALIAS CONGÊNITAS E PREMATURIDADE ENTRE NASCIDOS VIVOS NO BRASIL NO PERÍODO DE 2018 A 2022
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.28962Palavras-chave:
Anormalidades Congênitas. Nascimento Prematuro. Sistemas de Informação em Saúde.Resumo
O estudo teve como objetivo analisar a prevalência ao nascimento de anomalias congênitas e a proporção de prematuridade entre nascidos vivos no Brasil. Realizou-se estudo descritivo, retrospectivo, de abordagem quantitativa. Utilizaram-se dados secundários provenientes do Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos (SINASC), obtidos no Painel de Monitoramento de Nascidos Vivos e no Painel de Monitoramento de Malformações Congênitas, Deformidades e Anomalias Cromossômicas. A coleta ocorreu em fevereiro de 2024, com análise referente a 2018–2022. Foram analisadas as variáveis: ano de referência, duração da gestação, anomalias, idade, etnia, escolaridade materna, início do pré-natal, número de consultas, tipo de gestação e sexo do recém-nascido. Os resultados evidenciaram que a prematuridade afetou 11,30% dos nascimentos, com leve tendência de aumento no período investigado. A prevalência de anomalias congênitas foi de 0,88%, sendo maior entre prematuros (2,00%), especialmente entre a 28ª e a 31ª semana gestacional. As malformações osteomusculares foram as mais frequentes. Baixa escolaridade materna, extremos de idade e número insuficiente de consultas pré-natais elevaram os riscos dessas condições. Conclui-se que a redução desses agravos depende de políticas públicas voltadas ao pré-natal precoce e qualificado, especialmente entre grupos de maior vulnerabilidade social e biológica no Brasil.
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